Coqueluche: Agente Etiológico e Características Clínicas

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

A coqueluche é uma doença comum da infância, causada pela bactéria:

Alternativas

  1. A) Ricketsia.
  2. B) Bordetella pertussis.
  3. C) Chlamydia trachomatis.
  4. D) Mycoplasma pneumoniae.

Pérola Clínica

Coqueluche = Bordetella pertussis → Tosse paroxística + guincho inspiratório.

Resumo-Chave

A coqueluche é causada pela bactéria Gram-negativa Bordetella pertussis, caracterizando-se por acessos de tosse paroxística e alta contagiosidade.

Contexto Educacional

A coqueluche continua sendo um problema de saúde pública global, apesar da ampla cobertura vacinal. A Bordetella pertussis coloniza as vias aéreas superiores e produz toxinas que paralisam os cílios respiratórios, impedindo a limpeza de secreções e gerando a tosse irritativa intensa. Em lactentes jovens, a doença pode ser atípica e grave, manifestando-se com apneia e cianose em vez da tosse clássica. O diagnóstico laboratorial padrão-ouro é a cultura de secreção de nasofaringe, mas a PCR é amplamente utilizada devido à sua maior sensibilidade e rapidez. O isolamento do paciente é necessário por 5 dias após o início do tratamento antibiótico adequado.

Perguntas Frequentes

Qual o agente causador da coqueluche?

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis. Trata-se de um cocobacilo Gram-negativo, aeróbio estrito e fastidioso. Ela possui diversos fatores de virulência, como a toxina pertussis, a hemaglutinina filamentosa e a adenilato ciclase-hemolisina, que permitem a adesão ao epitélio ciliado do trato respiratório e a evasão do sistema imune do hospedeiro, causando a inflamação e a tosse característica.

Quais são as fases clínicas da coqueluche?

A doença divide-se em três fases: 1) Fase Catarral (1-2 semanas): sintomas inespecíficos de resfriado, como coriza e febre baixa, sendo o período de maior transmissibilidade. 2) Fase Paroxística (2-6 semanas): acessos de tosse súbitos e incontroláveis (paroxismos), seguidos pelo 'guincho' inspiratório e, por vezes, vômitos pós-tussígenos. 3) Fase de Convalescença (semanas a meses): redução gradual da frequência e gravidade da tosse.

Como é feito o tratamento e a prevenção?

O tratamento de escolha é feito com antibióticos da classe dos macrolídeos, como a azitromicina ou claritromicina, que são mais eficazes em reduzir a transmissibilidade se iniciados precocemente. A prevenção é baseada na vacinação, incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) através da vacina Pentavalente (DTP+HB+Hib) aos 2, 4 e 6 meses, com reforços da DTP. Gestantes devem receber a vacina dTpa para transferir anticorpos transplacentários e proteger o recém-nascido.

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