CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Assinale a alternativa correta em relação aos diferentes tipos de bombas de aspiração utilizadas nos aparelhos de facoemulsificação:
Bomba peristáltica: vácuo depende da oclusão; ↑fluxo → ↓tempo para atingir vácuo máximo.
Em bombas peristálticas (baseadas em fluxo), o vácuo só é gerado efetivamente após a oclusão da ponteira, e a velocidade com que esse vácuo sobe é proporcional à taxa de fluxo configurada.
O entendimento da fluidodinâmica é o pilar da facoemulsificação moderna. As bombas peristálticas utilizam roletes que comprimem tubos flexíveis, criando um deslocamento volumétrico de fluido. Isso oferece ao cirurgião um controle preciso sobre a velocidade de aproximação dos fragmentos (fluxo). Em contraste, a bomba Venturi ou de diafragma foca na criação de um gradiente de pressão negativa. A escolha entre os sistemas ou o uso de sistemas híbridos depende da preferência do cirurgião e da densidade da catarata, sendo essencial dominar como os parâmetros de vácuo e fluxo interagem para garantir a segurança endotelial e capsular.
A bomba peristáltica é uma bomba de fluxo, onde o cirurgião controla a taxa de aspiração (ml/min) e o vácuo só é gerado quando a ponteira é ocluída por fragmentos de cristalino. Já a bomba Venturi é uma bomba de vácuo, onde o vácuo é gerado imediatamente através da passagem de ar comprimido ou fluido, independentemente da oclusão da ponteira. Na peristáltica, o controle é mais indireto sobre o vácuo, enquanto na Venturi o vácuo é linear e direto, permitindo uma atração de tecidos mais rápida mesmo à distância.
O 'surge' ocorre quando a oclusão da ponteira é subitamente rompida. O vácuo acumulado no sistema aspira rapidamente o fluido da câmara anterior, podendo causar colapso da mesma e trauma de íris ou cápsula posterior. Bombas peristálticas modernas possuem sistemas de detecção de vácuo e tubulações rígidas para minimizar esse efeito. O gerenciamento do surge é crítico na facoemulsificação de alta performance, exigindo equilíbrio entre a pressão de infusão (altura da garrafa) e as configurações de aspiração para manter a estabilidade da câmara anterior.
Na bomba peristáltica, a taxa de fluxo (flow rate) determina a velocidade com que o fluido é removido. Quando ocorre a oclusão, a bomba continua girando para tentar manter o fluxo programado, o que gera o vácuo. Portanto, quanto maior a taxa de fluxo configurada, mais rápido o sistema atingirá o limite de vácuo predeterminado (vácuo de corte). Essa relação inversa entre fluxo e tempo de subida do vácuo (rise time) é fundamental para o cirurgião ajustar a 'agressividade' da aspiração durante as diferentes fases da cirurgia de catarata.
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