FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Podemos instituir o tratamento intensivo com o uso de bombas de infusão de insulina, no qual a única insulina utilizada é a ultrarrápida (lispro, asparte ou glulisina). Está INADEQUADO o item:
Bomba de insulina = método mais fisiológico de administração, simulando secreção pancreática basal-bolus.
As bombas de infusão contínua de insulina (BIC) utilizam apenas insulina ultrarrápida para mimetizar o padrão fisiológico de secreção pancreática, oferecendo doses basais contínuas e bolus para refeições, o que proporciona maior flexibilidade e melhor controle glicêmico. Afirmar que é o "menos fisiológico" é incorreto.
A terapia intensiva com bombas de infusão contínua de insulina (BIC) representa um avanço significativo no manejo do diabetes mellitus, especialmente para pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que necessitam de controle glicêmico rigoroso. A importância clínica reside na capacidade de mimetizar de forma mais próxima a secreção fisiológica de insulina pelo pâncreas, o que se traduz em melhor qualidade de vida e redução de complicações a longo prazo. A fisiopatologia do diabetes envolve a deficiência ou resistência à insulina. A BIC aborda essa deficiência administrando insulina ultrarrápida de forma contínua (basal) e em bolus programados (para refeições ou correções), ajustando-se às necessidades metabólicas do paciente. O diagnóstico para indicação da BIC geralmente envolve pacientes com controle glicêmico subótimo, hipoglicemias frequentes ou grande variabilidade glicêmica, apesar da terapia com múltiplas injeções diárias. O tratamento com BIC exige educação do paciente e acompanhamento médico regular. Embora ofereça maior flexibilidade e melhor controle, não está isento de desafios, como o risco de cetoacidose diabética por falha do dispositivo ou interrupção da infusão. O prognóstico é geralmente favorável com adesão e manejo adequados, resultando em redução da hemoglobina glicada e melhoria na qualidade de vida.
A bomba de infusão contínua de insulina utiliza exclusivamente insulinas ultrarrápidas, como lispro, asparte ou glulisina, devido ao seu rápido início e curta duração de ação.
A bomba simula a secreção fisiológica através de um sistema basal-bolus, liberando pequenas doses contínuas de insulina (basal) e doses adicionais (bolus) antes das refeições ou para corrigir hiperglicemia.
As vantagens incluem maior flexibilidade na dieta e no estilo de vida, redução da variabilidade glicêmica, menor risco de hipoglicemia e um controle glicêmico mais preciso.
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