MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 55 anos procura atendimento médico queixando-se de um aumento progressivo da região anterior do pescoço nos últimos 5 anos. Recentemente, passou a apresentar dificuldade para engolir alimentos sólidos e relata episódios de falta de ar ao deitar-se (ortopneia), além de um ruído agudo durante a inspiração (estridor) quando realiza esforços físicos moderados. Ao exame físico, apresenta um bócio volumoso, multinodular, firme e indolor, que se move com a deglutição. Não foram palpados linfonodos cervicais aumentados. O paciente realizou uma tomografia computadorizada de pescoço para avaliação anatômica, cujos cortes axiais estão ilustrados na imagem a seguir. Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, assinale a alternativa correta:
Bócio volumoso + sintomas compressivos (estridor/disfagia) + desvio traqueal → Tireoidectomia.
Sintomas compressivos e evidência radiológica de desvio de traqueia em bócio multinodular são indicações formais de tratamento cirúrgico, independentemente da função tireoidiana.
O bócio multinodular atóxico volumoso pode evoluir com crescimento intratorácico (mergulhante), levando à compressão de estruturas adjacentes como esôfago e traqueia. O estridor inspiratório é um sinal de alerta crítico para redução do lúmen traqueal. A tomografia computadorizada é essencial para mapear a extensão do bócio e o grau de desvio da via aérea. Nesses casos, a tireoidectomia é o padrão-ouro, visando a descompressão imediata e a resolução definitiva dos sintomas obstrutivos, prevenindo complicações respiratórias graves.
Os sinais incluem disfagia (dificuldade para engolir), dispneia ou ortopneia (falta de ar ao deitar), estridor inspiratório (ruído agudo na respiração) e o sinal de Pemberton, que é a congestão facial ao elevar os braços acima da cabeça.
Em bócios volumosos com sintomas compressivos óbvios, a indicação cirúrgica é baseada em critérios mecânicos e anatômicos para aliviar a obstrução, e não apenas no risco de malignidade citológica avaliado pela PAAF.
A conduta de escolha é a tireoidectomia. O desvio e a compressão da traqueia indicam risco de insuficiência respiratória aguda, tornando o tratamento cirúrgico definitivo a única opção segura para descompressão das estruturas cervicais.
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