HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020
Para o adequado acompanhamento do trabalho de parto, é imperativa a boa formação do profissional que assiste a parturiente, assim como a boa infraestrutura do local em que se dará o acompanhamento do processo e do parto propriamente dito. São consideradas boas práticas para o acompanhamento do trabalho de parto, EXCETO:
Toque vaginal no trabalho de parto: evitar reavaliações constantes para ↓ risco infecção e desconforto.
A reavaliação seriada e constante da dilatação cervical por toque vaginal não é uma boa prática, pois aumenta o risco de infecção e desconforto para a parturiente. O ideal é realizar o toque vaginal apenas quando necessário, como em mudanças significativas no padrão das contrações ou na percepção da paciente.
O acompanhamento do trabalho de parto deve focar na segurança e bem-estar da parturiente e do feto, seguindo as boas práticas recomendadas por diretrizes nacionais e internacionais. A humanização do parto é um pilar fundamental, promovendo um ambiente de respeito, autonomia e suporte contínuo. A infraestrutura adequada e a formação profissional são cruciais para garantir uma assistência de qualidade, minimizando intervenções desnecessárias e maximizando os resultados positivos. A avaliação da progressão do trabalho de parto é essencial, mas a frequência do toque vaginal deve ser criteriosa. Toques vaginais excessivos aumentam o risco de infecção materno-fetal, causam desconforto e ansiedade à parturiente, e não demonstram benefício na aceleração do parto. As diretrizes atuais preconizam a realização do toque vaginal apenas quando clinicamente indicado, como na admissão, a cada 2-4 horas na fase ativa ou diante de alterações significativas. Outras boas práticas incluem o uso criterioso da ocitocina venosa, evitando sua administração de rotina para indução ou condução do parto, e a oferta de métodos não-farmacológicos e farmacológicos para alívio da dor, respeitando a escolha da paciente. A presença contínua de um acompanhante de livre escolha da parturiente é um direito e comprovadamente melhora a experiência do parto e os desfechos materno-fetais, sendo um componente chave da assistência humanizada.
A frequência do toque vaginal deve ser individualizada, evitando-se reavaliações constantes. Geralmente, é indicado a cada 2-4 horas na fase ativa ou quando há mudança no padrão das contrações ou desejo da paciente.
O uso criterioso da ocitocina venosa evita a hiperestimulação uterina, que pode levar a sofrimento fetal e ruptura uterina. Sua administração deve ser baseada na avaliação da progressão do trabalho de parto, não de rotina.
Métodos não-farmacológicos incluem deambulação, banho morno, massagens, técnicas de respiração e relaxamento, e o apoio contínuo da doula ou acompanhante. Eles promovem conforto e bem-estar à parturiente.
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