HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
O trabalho de parto consiste em uma série de contrações ritmadas e progressivas do útero que gradualmente movem o feto através da parte inferior do útero (colo do útero) e do canal vaginal (vagina) para o mundo exterior. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu uma classificação das práticas comuns na condução do parto normal, orientando para o que deve e o que não deve ser feito no processo do parto. Esta classificação foi baseada em evidências cientificas concluídas através de pesquisas feitas no mundo todo. Sobre as boas praticas consideradas em obstetrícia, analise as afirmativas a seguir: I - A utilização da cardiotocografia como teste de rotina a ser realizado na admissão da paciente mostrou inquestionáveis benefícios ao prognóstico fetal. II - Não há evidências de que a utilização rotineira de enemas e de tricotomia perineal durante o trabalho. III - O número de avaliações das condições do colo do útero não é estabelecido na literatura; porém, preconiza-se que seja realizada a quantidade mínima necessária para que se tenham informações sobre a evolução do trabalho de parto, sem que se aumente o risco de infecções. IV - Antes da analgesia intraparto é recomendado evitar o toque vaginal, com objetivo de evitar estimulação das contrações uterinas. Estão CORRETAS as afirmativas:
Boas práticas no parto normal: cardiotocografia, enema e tricotomia de rotina NÃO são recomendados; toques vaginais devem ser mínimos.
A OMS preconiza práticas baseadas em evidências para o parto normal, visando reduzir intervenções desnecessárias e melhorar os desfechos materno-fetais. Intervenções como cardiotocografia, enema e tricotomia de rotina não demonstraram benefícios inquestionáveis e podem aumentar riscos ou desconforto.
O trabalho de parto é um processo fisiológico que, na maioria dos casos, evolui sem a necessidade de intervenções excessivas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem sido uma força motriz na promoção de boas práticas obstétricas baseadas em evidências, visando humanizar o parto e otimizar os desfechos materno-fetais. Compreender essas diretrizes é fundamental para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. As recomendações da OMS enfatizam a individualização do cuidado e a evitação de intervenções rotineiras sem comprovação de benefício. Isso inclui a não recomendação de cardiotocografia de rotina na admissão, enemas e tricotomia perineal, que, embora historicamente comuns, não mostraram melhorar os resultados e podem causar desconforto ou riscos. A avaliação do colo uterino deve ser realizada com parcimônia, apenas o necessário para guiar a conduta, minimizando o risco de infecções. A adoção dessas boas práticas contribui para um parto mais seguro e satisfatório para a mulher, reduzindo as taxas de cesariana desnecessárias e outras intervenções iatrogênicas. Para o residente, dominar essas diretrizes não apenas garante a conformidade com os padrões internacionais de cuidado, mas também promove uma abordagem mais humanizada e baseada em evidências na assistência ao parto.
A OMS desencoraja a cardiotocografia de rotina na admissão, enemas e tricotomia perineal de rotina, pois não há evidências de benefícios inquestionáveis e podem aumentar riscos ou desconforto.
Não há um número fixo, mas preconiza-se a quantidade mínima necessária para monitorar a evolução do trabalho de parto, a fim de reduzir o risco de infecções.
Não, a cardiotocografia de rotina na admissão não demonstrou benefícios inquestionáveis ao prognóstico fetal e não é recomendada como prática universal pela OMS.
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