Sarampo: Bloqueio Vacinal e Controle de Surto em Crianças

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022

Enunciado

Criança de 2 anos de idade, feminina, apresenta febre de 38,5ºC há 1 dia, tosse, coriza, conjuntivite, com exantema que surgiu atrás das orelhas, no rosto e se espalhou pelo corpo. Foi a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) onde foi feita a suspeita de sarampo. Frequentou a Creche Municipal até o dia anterior ao início dos sintomas. Esta creche atende crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Qual a medida de controle recomendada para interromper a cadeia de transmissão do sarampo na Creche e no domicílio desta criança?

Alternativas

  1. A) A medida recomendada é o bloqueio vacinal seletivo, para vacinar os não vacinados, após o contato com o caso suspeito. Deve ser realizado a partir dos 6 meses de idade, no menor tempo possível (prazo máximo de até 72 horas) com a vacina tríplice viral ou tetraviral.
  2. B) A medida recomendada é a convocação de faltosos no município onde ocorreu o caso, para vacinar os não vacinados. Deve ser realizado a partir dos 24 meses de idade, prazo máximo de até 7 dias, com a vacina tríplice viral ou tetraviral.
  3. C) A medida recomendada é varredura indiscriminada, para vacinar todos os contatos (vacinados ou não), após o contato com o caso suspeito. Deve ser realizado a partir do 3 meses de idade, prazo máximo de até 10 dias, com a vacina tríplice viral ou tetraviral.
  4. D) A medida recomendada é a convocação de faltosos para vacinar com a Vacina Tríplice Viral (SCR), preferencialmente no prazo máximo de até 48 horas, para as crianças menores de 6 meses que não receberam nenhuma dose da tríplice viral.

Pérola Clínica

Sarampo: Bloqueio vacinal seletivo até 72h pós-contato, a partir de 6 meses, com tríplice/tetraviral.

Resumo-Chave

O bloqueio vacinal seletivo é crucial para interromper a cadeia de transmissão do sarampo, especialmente em ambientes de alta transmissibilidade como creches. A vacinação deve ser realizada o mais rápido possível após o contato, idealmente em até 72 horas, para ser eficaz na prevenção da doença ou na atenuação de sua gravidade.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada por um paramixovírus, que se manifesta com febre, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular. Sua alta transmissibilidade, especialmente em ambientes fechados como creches, exige medidas de controle rápidas e eficazes para evitar surtos. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção e controle. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas vias aéreas superiores e linfonodos, seguida de viremia e disseminação para a pele e outros órgãos. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por sorologia (IgM) ou PCR. A suspeita de sarampo em uma criança não vacinada ou com esquema incompleto, especialmente em contexto de surto, exige notificação imediata e ações de saúde pública. A medida de controle mais importante para interromper a cadeia de transmissão do sarampo é o bloqueio vacinal seletivo. Este consiste em vacinar os contatos suscetíveis (não vacinados ou com esquema incompleto) o mais rápido possível, idealmente dentro de 72 horas após a exposição, utilizando a vacina tríplice viral (a partir de 6 meses de idade) ou tetraviral. Essa estratégia visa conferir proteção antes do desenvolvimento da doença ou atenuar sua gravidade.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo ideal para o bloqueio vacinal do sarampo após o contato?

O bloqueio vacinal do sarampo deve ser realizado no menor tempo possível, idealmente em até 72 horas após o contato com o caso suspeito, para maximizar sua eficácia.

Qual a idade mínima para o bloqueio vacinal com a tríplice viral?

A vacina tríplice viral pode ser utilizada para bloqueio vacinal a partir dos 6 meses de idade em situações de surto ou contato com caso suspeito de sarampo.

Quais vacinas são usadas no bloqueio vacinal do sarampo?

As vacinas utilizadas para o bloqueio vacinal do sarampo são a tríplice viral (SCR) ou a tetraviral (SCRV), dependendo da idade e do esquema vacinal prévio.

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