USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Homem, 25 anos, deu entrada no Serviço de Emergência com ferimento cortocontuso no 3º quirodáctilo direito (QDD) de 3 cm. Opta-se pela realização de um bloqueio troncular na base do 3º QDD para realizar a sutura do ferimento. Assinale a alternativa que apresenta o anestésico mais indicado.
Bloqueio digital → Lidocaína SEM vasoconstritor para evitar isquemia.
Para bloqueios digitais, a lidocaína sem vasoconstritor é o anestésico de escolha. O uso de vasoconstritores (como adrenalina) é contraindicado devido ao risco de isquemia e necrose do dígito, especialmente em áreas com circulação terminal.
O manejo de ferimentos em extremidades, como os dedos, é uma ocorrência comum no serviço de emergência. A realização de um bloqueio troncular digital é a técnica anestésica de escolha para suturas e outros procedimentos menores, proporcionando analgesia eficaz e segura. A escolha do anestésico local é um ponto crítico para evitar complicações graves. Para bloqueios digitais, a lidocaína sem vasoconstritor é o anestésico mais indicado. A lidocaína é um anestésico local do tipo amida, com início de ação rápido e duração intermediária, ideal para procedimentos que duram até 1-2 horas. A característica mais importante aqui é a ausência de vasoconstritor, como a adrenalina. A adrenalina, embora prolongue o efeito anestésico e diminua o sangramento em outras áreas, é contraindicada em bloqueios digitais, penianos e em outras extremidades com circulação terminal. O risco de usar vasoconstritores em bloqueios digitais é a isquemia e necrose do dígito. A vasoconstrição prolongada pode comprometer o fluxo sanguíneo para o tecido, levando a danos irreversíveis. Portanto, a regra de ouro é "dedos, pênis, nariz e orelhas" – nunca usar anestésicos com adrenalina nessas áreas. A bupivacaína tem duração mais longa, mas também não deve ser usada com vasoconstritor em bloqueios digitais. A ropivacaína é similar à bupivacaína, e a benzocaína é um anestésico tópico, não injetável para bloqueio troncular.
A lidocaína é um anestésico local de ação rápida e duração adequada para procedimentos ambulatoriais. A ausência de vasoconstritor é crucial para evitar a isquemia e necrose do dígito, pois a circulação nos dedos é terminal e sensível à vasoconstrição.
O principal risco é a vasoconstrição excessiva das artérias digitais, que pode levar à isquemia prolongada e, em casos graves, à necrose do tecido. Por isso, a adrenalina é contraindicada em bloqueios digitais, penianos e em extremidades com circulação terminal.
O bloqueio é feito injetando o anestésico na base do dedo, próximo aos nervos digitais palmares e dorsais, que correm lateralmente aos tendões. Geralmente, são feitas duas injeções em cada lado da base do dedo, evitando a injeção intravascular.
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