PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Homem de 61 anos queixa-se de dor torácica à esquerda em aperto ao subir morros e durante situações de estresse emocional, associada à dispneia. Relata melhora em até 5 minutos da interrupção do esforço físico. É obeso, tabagista e portador de asma brônquica. Ao exame físico, apresenta sibilos expiratórios difusamente à ausculta respiratória. Apresenta o seguinte traçado eletrocardiográfico: Assinale a alternativa que apresenta um achado auscultatório que pode ser encontrado ao exame físico deste paciente por causa da anormalidade observada no ECG:
BRE no ECG → desdobramento paradoxal de B2 na ausculta cardíaca.
O bloqueio de ramo esquerdo (BRE) no eletrocardiograma causa um atraso na despolarização e contração do ventrículo esquerdo. Isso leva a um fechamento tardio da valva aórtica (A2), que ocorre após o fechamento da valva pulmonar (P2), resultando em desdobramento paradoxal da segunda bulha (B2), onde o desdobramento se torna audível na expiração e se fecha na inspiração.
A ausculta cardíaca é uma ferramenta diagnóstica fundamental no exame físico, e a análise das bulhas cardíacas pode fornecer informações valiosas sobre a função cardíaca e a presença de patologias. A segunda bulha (B2) é formada pelo fechamento das valvas aórtica (A2) e pulmonar (P2). Fisiologicamente, A2 precede P2, e um desdobramento audível de B2 ocorre na inspiração devido ao aumento do retorno venoso ao coração direito, que retarda P2. O bloqueio de ramo esquerdo (BRE) é uma anormalidade na condução elétrica do coração que atrasa a despolarização e, consequentemente, a contração do ventrículo esquerdo. Esse atraso faz com que a valva aórtica (A2) se feche mais tardiamente do que o normal, muitas vezes após o fechamento da valva pulmonar (P2). O resultado é um desdobramento "paradoxal" de B2, onde o componente A2 segue P2. Clinicamente, o desdobramento paradoxal de B2 é caracterizado por ser audível na expiração e se fechar ou diminuir na inspiração, o oposto do desdobramento fisiológico. Além do BRE, outras condições que causam atraso na ejeção do ventrículo esquerdo, como estenose aórtica grave ou insuficiência ventricular esquerda, também podem levar a esse achado. Para residentes, a capacidade de identificar e interpretar o desdobramento paradoxal de B2 é crucial, pois pode indicar uma patologia cardíaca subjacente significativa, como o BRE, que muitas vezes está associado à doença arterial coronariana.
O desdobramento paradoxal de B2 ocorre quando o componente aórtico (A2) se fecha após o componente pulmonar (P2). Ao contrário do desdobramento fisiológico, ele se torna mais audível na expiração e se fecha ou diminui na inspiração.
A causa mais comum de desdobramento paradoxal de B2 em adultos é o bloqueio de ramo esquerdo (BRE), que atrasa a ativação e contração do ventrículo esquerdo, retardando o fechamento da valva aórtica.
O desdobramento fisiológico de B2 é audível na inspiração e se fecha na expiração, devido ao aumento do retorno venoso ao coração direito. O desdobramento paradoxal é o oposto: audível na expiração e se fecha na inspiração.
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