CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Para que ocorra um bloqueio pupilar (com íris bombé) após uma trabeculectomia, é condição obrigatória:
Bloqueio pupilar pós-TREC exige iridectomia impérvia (não patente).
O bloqueio pupilar após trabeculectomia ocorre quando há obstrução da comunicação entre as câmaras posterior e anterior, geralmente por falha na execução da iridectomia.
A trabeculectomia é a cirurgia padrão-ouro para o glaucoma, criando uma fístula para drenagem do humor aquoso. A realização de uma iridectomia periférica durante o procedimento é um passo crítico para prevenir o bloqueio pupilar. Se a iridectomia for omitida ou for impérvia, o gradiente de pressão entre as câmaras pode deslocar o complexo íris-cristalino anteriormente, fechando o ângulo e obstruindo o acesso do aquoso ao sítio da esclerectomia, resultando em falha cirúrgica aguda e hipertensão ocular.
Uma iridectomia impérvia ocorre quando a abertura cirúrgica na íris periférica não é total (não atravessa todas as camadas do estroma e epitélio pigmentar) ou é bloqueada por tecido, impedindo a passagem do humor aquoso.
Quando o humor aquoso não consegue passar da câmara posterior para a anterior através da pupila ou da iridectomia, a pressão na câmara posterior aumenta, empurrando a íris perifericamente para frente (íris bombé).
A conduta imediata envolve o uso de midriáticos para tentar romper o bloqueio e, se necessário, a realização de uma iridotomia periférica a laser (YAG) ou revisão cirúrgica para garantir uma abertura patente.
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