HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Durante o trabalho de parto, o médico identifica a necessidade de realizar anestesia por bloqueio de pudendo. Para aplicar o anestésico, ele deve palpar
Bloqueio de pudendo → palpar espinha isquiática para guiar agulha.
O bloqueio de pudendo é uma técnica de anestesia regional utilizada no trabalho de parto para alívio da dor perineal. A espinha isquiática é o principal ponto de referência anatômico para a correta localização do nervo pudendo e aplicação do anestésico, garantindo a eficácia do procedimento.
O bloqueio de pudendo é uma técnica de anestesia regional utilizada em obstetrícia para proporcionar alívio da dor na região perineal e vaginal durante o trabalho de parto e parto. É uma opção valiosa quando a anestesia epidural não é possível ou desejada, ou para procedimentos específicos no segundo estágio do trabalho de parto, como episiotomia, fórceps ou reparo de lacerações. A técnica envolve a injeção de um anestésico local próximo ao nervo pudendo, que é responsável pela inervação sensitiva e motora do períneo, vulva e parte inferior da vagina. O ponto anatômico chave para a realização bem-sucedida do bloqueio é a espinha isquiática. O médico deve palpar a espinha isquiática e, em seguida, direcionar a agulha medialmente a ela, passando pelo ligamento sacroespinhal, onde o nervo pudendo se localiza. A correta identificação da espinha isquiática é crucial para a eficácia e segurança do procedimento, minimizando o risco de falha do bloqueio ou de complicações como hematoma ou injeção intravascular. O bloqueio de pudendo oferece analgesia rápida e localizada, sem os efeitos sistêmicos de outros métodos, e não interfere na força das contrações uterinas, permitindo que a parturiente mantenha a capacidade de fazer força.
O bloqueio de pudendo é indicado para alívio da dor perineal e vaginal durante o segundo estágio do trabalho de parto, para procedimentos como episiotomia, reparo de lacerações ou uso de fórceps/vácuo extrator, especialmente quando a anestesia epidural não está disponível ou é contraindicada.
A espinha isquiática é o marco anatômico mais importante porque o nervo pudendo passa logo medialmente a ela, abaixo do ligamento sacroespinhal. Palpar a espinha permite guiar a agulha para a proximidade do nervo, assegurando a deposição do anestésico no local correto.
O bloqueio de pudendo anestesia o nervo pudendo e seus ramos (nervos retais inferiores, perineais e dorsal do clitóris/pênis). Isso proporciona analgesia para o períneo, vulva, parte inferior da vagina e ânus, sem afetar as contrações uterinas ou a capacidade de empurrar.
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