Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 37 anos, obeso (IMC de 36 kg/m²), portador de hérnia inguinal bilateral, será submetido a correção cirúrgica eletiva. No planejamento anestésico, considera-se utilizar anestesia regional. Sobre anestesia loco-regional na cirurgia de hérnias inguinais, é correto afirmar:
Bloqueios dos nervos ílioinguinal e ílio-hipogástrico são eficazes para analgesia cirúrgica e pós-operatória em herniorrafias inguinais.
Bloqueios de nervos periféricos, como os dos nervos ílioinguinal e ílio-hipogástrico, são técnicas de anestesia regional que podem ser utilizadas com sucesso para analgesia cirúrgica e pós-operatória em cirurgias de hérnia inguinal. Eles oferecem vantagens como menor impacto hemodinâmico e menor incidência de náuseas e vômitos, sendo particularmente úteis em pacientes com comorbidades ou em casos selecionados.
O planejamento anestésico para cirurgias de hérnia inguinal, especialmente em pacientes com comorbidades como a obesidade, exige uma avaliação cuidadosa das opções disponíveis. A anestesia regional, que inclui técnicas como a raquianestesia, peridural e bloqueios de nervos periféricos, oferece vantagens significativas em comparação com a anestesia geral em muitos cenários, como menor morbidade cardiovascular e respiratória, menor incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios e recuperação mais rápida. Especificamente para a cirurgia de hérnia inguinal, os bloqueios dos nervos ílioinguinal e ílio-hipogástrico são técnicas de anestesia loco-regional altamente eficazes. Esses nervos fornecem a inervação sensitiva para a região inguinal e podem ser bloqueados de forma isolada ou em conjunto, muitas vezes com o auxílio de ultrassom para maior precisão e segurança. Eles são particularmente úteis para analgesia cirúrgica e para o controle da dor pós-operatória, permitindo uma recuperação mais confortável e a mobilização precoce do paciente. Embora a raquianestesia e a anestesia peridural sejam opções válidas para cirurgias de hérnia, elas podem apresentar desafios em pacientes obesos devido à dificuldade de acesso ao espaço neuraxial e ao risco de dispersão imprevisível do anestésico. Os bloqueios de nervos periféricos, por sua vez, são menos invasivos e podem ser uma excelente alternativa ou complemento, especialmente em casos selecionados ou quando a anestesia geral é contraindicada ou indesejada. A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando o perfil do paciente, a experiência do anestesiologista e as características da cirurgia.
Para a anestesia regional em cirurgias de hérnia inguinal, os nervos mais comumente bloqueados são o ílioinguinal e o ílio-hipogástrico, que inervam a região da virilha e a parede abdominal inferior.
As vantagens incluem menor impacto hemodinâmico, menor incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios, recuperação mais rápida e analgesia pós-operatória prolongada, contribuindo para uma alta precoce.
A obesidade não contraindica a anestesia regional; na verdade, pode ser preferível à anestesia geral em muitos casos, embora possa dificultar o acesso em algumas técnicas neuraxiais. Bloqueios de nervos periféricos guiados por ultrassom são particularmente úteis em obesos.
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