HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Qual é o reparo anatômico que é utilizado para realizar o procedimento anestésico que está ilustrado na figura a seguir?
Bloqueio do nervo pudendo → espinha isquiática como reparo anatômico chave.
O bloqueio do nervo pudendo é uma técnica de anestesia regional frequentemente utilizada em obstetrícia para alívio da dor perineal durante o parto. O principal reparo anatômico para localizar o nervo pudendo é a espinha isquiática, que serve como guia para a injeção do anestésico local, garantindo a eficácia do procedimento.
O bloqueio do nervo pudendo é uma técnica de anestesia regional valiosa, especialmente em obstetrícia, para proporcionar alívio da dor durante a segunda fase do trabalho de parto, episiotomia, reparo de lacerações e outros procedimentos perineais. É uma alternativa ou complemento à anestesia peridural ou raquianestesia, particularmente em cenários de urgência ou quando a anestesia neuroaxial é contraindicada. A anatomia pélvica é crucial para a execução segura e eficaz do bloqueio. O nervo pudendo (S2-S4) emerge do plexo sacral, passa através da incisura isquiática maior, contorna a espinha isquiática e entra no canal do pudendo (Alcock). A espinha isquiática, uma proeminência óssea palpável transvaginalmente, serve como o principal reparo anatômico para guiar a agulha e depositar o anestésico local na proximidade do nervo. Dominar essa técnica requer conhecimento anatômico preciso e prática. A identificação correta da espinha isquiática é fundamental para evitar falhas no bloqueio ou complicações como punção vascular ou injeção intrafetal. A compreensão dos nervos que o pudendo inerva (períneo, vulva, clitóris, terço inferior da vagina e esfíncter anal externo) é essencial para prever a área de analgesia.
O bloqueio do nervo pudendo é usado para proporcionar analgesia na região perineal, vulva e terço inferior da vagina, sendo útil em procedimentos obstétricos como o parto vaginal e reparo de lacerações.
A espinha isquiática é o principal reparo anatômico para guiar a agulha durante o bloqueio, pois o nervo pudendo passa posteriormente a ela, próximo ao ligamento sacroespinhoso, facilitando a localização precisa.
As complicações incluem hematoma, infecção, toxicidade sistêmica por anestésico local, punção vascular e, raramente, lesão nervosa, exigindo técnica cuidadosa e conhecimento anatômico.
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