SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Homem de 58 anos, fumante, hipertenso, com intolerância à glicose e história familiar de diabetes mellitus, tem estenose de cerca de 50% das carótidas internas. Faz uso de 100mg de losartan e sua pressão arterial está em 150 x 90mmHg. O médico decide associar outra droga ao esquema anti-hipertensivo. Nesse caso, a droga que deve ser evitada, pois pode aumentar o risco de mortalidade e de infarto do miocárdio, em associação ao losartan, é o(a):
Bloqueio duplo SRAA (IECA + BRA) ↑ risco de mortalidade e eventos cardiovasculares.
A combinação de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) com um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), como enalapril e losartan, respectivamente, é contraindicada devido ao aumento do risco de hipercalemia, insuficiência renal e eventos cardiovasculares adversos, sem benefício adicional na redução da pressão arterial.
O tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) visa reduzir a pressão arterial e, consequentemente, o risco de eventos cardiovasculares e renais. A escolha da terapia anti-hipertensiva deve considerar as comorbidades do paciente e as interações medicamentosas. O sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) é um alvo terapêutico importante, com inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) sendo amplamente utilizados. Embora IECA e BRA atuem no SRAA, a combinação de ambos (bloqueio duplo) é desaconselhada pelas diretrizes atuais. Estudos como o ONTARGET demonstraram que essa associação não confere benefícios adicionais em termos de proteção cardiovascular ou renal, e, em contrapartida, aumenta significativamente o risco de eventos adversos graves, como hipercalemia, insuficiência renal e hipotensão. Em pacientes com HAS e comorbidades como intolerância à glicose e estenose de carótida, o manejo deve ser individualizado. A adição de um diurético, bloqueador de canal de cálcio ou betabloqueador ao losartan seria uma estratégia mais segura e eficaz para o controle pressórico, evitando os riscos associados ao bloqueio duplo do SRAA.
A combinação aumenta o risco de hipercalemia, insuficiência renal aguda e eventos cardiovasculares adversos, sem oferecer benefício adicional na redução da pressão arterial ou proteção de órgãos-alvo.
Os principais riscos incluem hipercalemia grave, piora da função renal (insuficiência renal aguda) e hipotensão, além de um aumento no risco de mortalidade e infarto do miocárdio em pacientes de alto risco.
Diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio (como amlodipina) e betabloqueadores (como atenolol) são opções seguras e eficazes para combinar com losartan, dependendo das comorbidades do paciente.
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