HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Um homem de 68 anos, previamente hígido, procura o pronto-socorro com queixa de 2 desmaios de curta duração há 1 hora. Os familiares relatam que não consegue ficar de pé. Está sonolento, sudoreico e bradicárdico. A PA é inaudível e os pulsos carotídeos e femorais são palpáveis. O monitor mostra: (VER IMAGEM) O diagnóstico eletrocardiográfico é de:
BAVT = P ondas regulares sem QRS + QRS lento e regular (escape) independente das P.
O Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT) é caracterizado pela dissociação completa entre as ondas P e os complexos QRS, com as ondas P batendo em ritmo próprio e os QRS em um ritmo de escape ventricular mais lento e independente. A instabilidade hemodinâmica (síncope, hipotensão, sudorese) é uma indicação de tratamento imediato.
O Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT), ou Bloqueio Atrioventricular de Terceiro Grau, é uma bradiarritmia grave caracterizada pela interrupção completa da condução dos impulsos elétricos dos átrios para os ventrículos. Isso resulta em uma dissociação atrioventricular, onde os átrios e ventrículos batem de forma independente. Os átrios são ativados pelo nó sinusal (ondas P), enquanto os ventrículos são ativados por um ritmo de escape mais distal (nodal ou ventricular), que é mais lento e menos confiável. Clinicamente, o BAVT pode levar a sintomas de baixo débito cardíaco, como síncope, pré-síncope, tontura, fadiga, dispneia e, em casos graves, choque cardiogênico. A instabilidade hemodinâmica, como hipotensão e alteração do nível de consciência, exige intervenção imediata. O diagnóstico é feito pelo eletrocardiograma, que mostra ondas P regulares sem relação com os complexos QRS, e um ritmo ventricular de escape lento e regular. O manejo do BAVT sintomático e instável envolve a estabilização do paciente, frequentemente com a administração de atropina (se o bloqueio for nodal) e a instalação de um marcapasso temporário (transcutâneo ou transvenoso). O tratamento definitivo geralmente requer a implantação de um marcapasso cardíaco permanente. Compreender o reconhecimento eletrocardiográfico e o manejo inicial do BAVT é uma habilidade crítica para residentes em emergência e cardiologia.
O BAVT é diagnosticado por ondas P regulares com frequência atrial maior que a ventricular, complexos QRS lentos e regulares (ritmo de escape) e ausência de relação entre as ondas P e os complexos QRS.
A conduta inicial para BAVT sintomático e instável inclui suporte hemodinâmico, atropina (se o bloqueio for nodal), e preparação para marcapasso transcutâneo ou transvenoso temporário.
As causas mais comuns incluem doença degenerativa do sistema de condução (fibrose), isquemia miocárdica, miocardites, efeitos de medicamentos (beta-bloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio) e doenças infiltrativas.
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