HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2020
Homem, 52 anos de idade, há 20 anos em tratamento para diabetes mellitus tipo 2 e hipertenso há 15 anos, em uso de enalapril, hidroclorotiazida, metformina e insulina NPH, trazido ao Pronto-Socorro devido a síncope há 2 horas, com perda de consciência por aproximadamente 5 minutos. O acompanhante negou abalos musculares ou sinais de período pós-ictal. No momento, apresenta-se sonolento e desorientado no tempo e no espaço; frequência cardíaca = 32 batimentos/minuto, pressão arterial = 78 x 40 mmHg, frequência respiratória = 20 incursões/minuto, Saturação de O2 = 92%, em ar ambiente, repouso. Bulhas rítmicas, normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Tempo de enchimento capilar = 5 segundos, extremidades frias. Sem outras alterações. Encaminhado à sala de emergência, devidamente monitorizado, iniciada oxigenioterapia por máscara, instalados 2 acessos venosos calibrosos. Segue reprodução de eletrocardiograma de 12 derivações: Qual é o principal achado no eletrocardiograma?
Síncope + bradicardia + ECG com P bloqueada sem prolongamento PR progressivo → BAV 2º grau Mobitz II.
O Bloqueio Atrioventricular de Segundo Grau Tipo II (Mobitz II) é caracterizado por ondas P que não são conduzidas aos ventrículos (P bloqueada) sem um prolongamento progressivo do intervalo PR antes da falha. É uma condição grave que frequentemente progride para BAV total e está associada a síncope e bradicardia sintomática, exigindo atenção imediata.
O Bloqueio Atrioventricular (BAV) de segundo grau Tipo II, também conhecido como Mobitz II, é uma bradiarritmia grave que se manifesta por falhas intermitentes na condução do impulso atrial para os ventrículos. Diferente do BAV Tipo I (Wenckebach), no Mobitz II, o intervalo PR dos batimentos conduzidos permanece constante antes de uma onda P ser bloqueada, ou seja, não há um complexo QRS subsequente. Clinicamente, o BAV 2º grau Tipo II é frequentemente sintomático, podendo causar síncope, tontura, fadiga e dispneia, como observado no caso do paciente com síncope e bradicardia. A presença de comorbidades como diabetes mellitus e hipertensão arterial pode predispor a alterações cardíacas que favorecem o desenvolvimento de distúrbios de condução. O diagnóstico é feito por eletrocardiograma, e sua identificação é crucial, pois o BAV 2º grau Tipo II tem um risco elevado de progressão para BAV total (terceiro grau), uma condição que exige o implante de marca-passo definitivo. Residentes devem estar aptos a diferenciar os tipos de BAV de segundo grau, pois o manejo e o prognóstico são distintos.
O BAV 2º grau Tipo II é identificado por ondas P que não são seguidas por complexos QRS (P bloqueada), sem que haja um prolongamento progressivo do intervalo PR nos batimentos precedentes. O intervalo PR dos batimentos conduzidos permanece constante.
É uma bradiarritmia grave, frequentemente associada a sintomas como síncope, tontura e fadiga. Possui alto risco de progressão para Bloqueio Atrioventricular Total e geralmente requer implante de marca-passo definitivo.
No Tipo I (Wenckebach), há um prolongamento progressivo do intervalo PR até uma onda P bloqueada. No Tipo II (Mobitz II), o intervalo PR é constante antes de uma onda P bloqueada, indicando um bloqueio mais grave, geralmente infra-hissiano.
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