HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Avaliem os traçados eletrocardiográficos de um paciente do sexo masculino, com 62 anos com história de hipertensão arterial e infarto do miocárdio dois anos antes. Avalie as assertivas, assinale com “C” as corretas, com “E” as erradas e escolha a alternativa com a sequência correta:[ ] Observa-se aumento progressivo dos primeiros dois intervalos P-R[ ] Trata-se da clássica periodicidade Wenckebach conhecida como Mobitz tipo I ou bloqueio A-V de segundo grau tipo I.[ ] O paciente apresenta bloqueio de ramo direito
BAV 2º grau Mobitz I (Wenckebach) = Aumento progressivo do PR até falha de condução, geralmente benigno e nodal.
O Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Tipo I, ou Fenômeno de Wenckebach (Mobitz I), é caracterizado pelo alongamento progressivo do intervalo PR até que um batimento atrial não seja conduzido aos ventrículos. Geralmente ocorre no nó AV, é considerado benigno e frequentemente assintomático, não necessitando de intervenção na ausência de sintomas.
O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica fundamental na cardiologia, permitindo a identificação de diversas arritmias e distúrbios de condução. Entre eles, os bloqueios atrioventriculares (BAV) e os bloqueios de ramo são condições importantes que podem ter implicações clínicas variadas, desde achados benignos até situações de risco de vida. A correta interpretação do ECG é crucial para a tomada de decisão terapêutica. O Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Tipo I, também conhecido como Fenômeno de Wenckebach ou Mobitz I, é caracterizado por um alongamento progressivo do intervalo PR em batimentos sucessivos, culminando na falha de condução de um impulso atrial para os ventrículos (uma onda P não é seguida por um complexo QRS). Este tipo de bloqueio geralmente ocorre no nó atrioventricular, é frequentemente benigno, assintomático e não costuma progredir para bloqueios mais avançados, especialmente na ausência de doença cardíaca estrutural significativa. Já o Bloqueio de Ramo Direito (BRD) é um distúrbio de condução intraventricular que resulta em um atraso na despolarização do ventrículo direito. No ECG, é identificado por um complexo QRS alargado (geralmente > 0,12 segundos em adultos), com um padrão rSR' nas derivações precordiais direitas (V1-V2) e uma onda S alargada e empastada nas derivações precordiais esquerdas (V5-V6) e em DI. O BRD pode ser um achado isolado e benigno em indivíduos saudáveis, mas também pode estar associado a doenças cardíacas estruturais, como cardiopatia isquêmica, hipertensão pulmonar ou cardiopatias congênitas. A presença de ambos os bloqueios requer uma avaliação clínica completa para determinar a etiologia e o manejo adequado.
É identificado pelo alongamento progressivo do intervalo PR em batimentos sucessivos, seguido por uma onda P que não é conduzida (sem QRS subsequente), e então o ciclo se repete.
No Tipo I (Wenckebach), o PR se alonga progressivamente antes de uma falha de condução. No Tipo II (Mobitz II), o PR é constante nos batimentos conduzidos, mas há falhas intermitentes e súbitas de condução, sem alongamento prévio do PR.
O Bloqueio de Ramo Direito (BRD) é caracterizado por um complexo QRS alargado (>0,12s) com padrão rSR' em V1-V2 e onda S alargada em V5-V6 e DI, indicando atraso na despolarização do ventrículo direito.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo