Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
O traçado eletrocardiográfico que melhor caracteriza o bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz I é aquele com
BAV Mobitz I (Wenckebach) = PR progressivamente ↑ até uma onda P bloqueada.
O bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz I, também conhecido como fenômeno de Wenckebach, é caracterizado por um aumento progressivo do intervalo PR em batimentos sucessivos, culminando em uma onda P que não é conduzida (onda P bloqueada), seguida por um ciclo que se reinicia.
Os bloqueios atrioventriculares (BAV) de segundo grau representam uma falha intermitente na condução do impulso elétrico dos átrios para os ventrículos. Dentre eles, o BAV Mobitz I, também conhecido como fenômeno de Wenckebach, é clinicamente importante e possui um padrão eletrocardiográfico distintivo que todo residente deve dominar. A característica mais marcante do BAV Mobitz I é o alongamento progressivo do intervalo PR em batimentos cardíacos sucessivos, até que uma onda P seja completamente bloqueada e não seja seguida por um complexo QRS. Após essa onda P bloqueada, o ciclo se reinicia com um intervalo PR mais curto, que então começa a se alongar novamente. Essa progressão é geralmente não linear, com o maior aumento do PR ocorrendo entre o primeiro e o segundo batimento do ciclo. A localização do bloqueio no Mobitz I é tipicamente no nó AV, o que geralmente confere um prognóstico mais benigno em comparação com o Mobitz II. Para a prática clínica e exames, é crucial que os residentes saibam identificar esse padrão no ECG. A compreensão do BAV Mobitz I é fundamental para diferenciar de outros tipos de bloqueio, determinar a conduta apropriada (que muitas vezes é apenas observação, se assintomático) e entender as implicações prognósticas. A capacidade de reconhecer o fenômeno de Wenckebach é um marco na interpretação avançada do eletrocardiograma.
O BAV Mobitz I é caracterizado por um alongamento progressivo do intervalo PR em batimentos sucessivos, até que uma onda P não seja conduzida (bloqueada), reiniciando o ciclo. O intervalo RR também se encurta progressivamente antes da pausa.
O bloqueio no Mobitz I geralmente ocorre no nó atrioventricular (AV), o que é considerado mais benigno e menos propenso a progredir para bloqueios mais avançados, sendo frequentemente assintomático e não necessitando de intervenção.
No Mobitz I, o intervalo PR se alonga progressivamente antes da onda P bloqueada. No Mobitz II, o intervalo PR é constante nos batimentos conduzidos, e a onda P é bloqueada de forma súbita, sem alongamento prévio do PR, indicando um bloqueio mais distal e potencialmente mais grave.
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