Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
O Bloqueio Atrioventricular (BAV) de segundo grau é uma condição cardíaca que implica em falha na condução dos impulsos elétricos do átrio para os ventrículos, resultando em um padrão de ritmo irregular. É classificado em dois tipos: Mobitz I (Wenckebach) e Mobitz II. O que descreve corretamente o bloqueio atrioventricular de segundo grau do tipo Mobitz I (Wenckebach) é:
BAV Mobitz I (Wenckebach) = PR progressivamente ↑ até P bloqueada, QRS ausente.
O BAV de segundo grau tipo Mobitz I, também conhecido como Wenckebach, é caracterizado por um alongamento gradual do intervalo PR em batimentos sucessivos, culminando na falha de condução de uma onda P para os ventrículos, resultando em um complexo QRS ausente. Esse padrão se repete em ciclos.
Os bloqueios atrioventriculares (BAV) de segundo grau representam uma falha na condução dos impulsos elétricos dos átrios para os ventrículos, resultando em um padrão de ritmo irregular no eletrocardiograma (ECG). A compreensão de suas classificações, Mobitz I (Wenckebach) e Mobitz II, é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica e crucial na prática clínica. O BAV de segundo grau tipo Mobitz I, também conhecido como fenômeno de Wenckebach, é caracterizado por um prolongamento progressivo do intervalo PR em batimentos sucessivos, até que uma onda P não seja conduzida para os ventrículos, resultando em um complexo QRS ausente. Após essa falha de condução, o ciclo se reinicia. Este tipo de bloqueio geralmente ocorre no nó AV, é considerado mais benigno e frequentemente associado a aumento do tônus vagal ou uso de certos medicamentos. O diagnóstico é feito exclusivamente pelo ECG. O tratamento do BAV Mobitz I geralmente é conservador, especialmente se o paciente for assintomático, pois o prognóstico é favorável. No entanto, em pacientes sintomáticos com bradicardia significativa, pode ser necessário o uso de atropina ou isoproterenol para melhorar a condução. A implantação de marcapasso permanente é rara, reservada para casos sintomáticos refratários ou com progressão para bloqueios mais avançados.
No BAV Mobitz I, o intervalo PR se prolonga progressivamente até uma onda P ser bloqueada. No BAV Mobitz II, o intervalo PR é constante nos batimentos conduzidos, mas há falhas súbitas e intermitentes na condução de ondas P.
O BAV Mobitz I geralmente é benigno e pode ser causado por aumento do tônus vagal, isquemia miocárdica inferior, medicamentos (beta-bloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, digoxina) ou doenças degenerativas do sistema de condução.
Para pacientes sintomáticos (bradicardia, tontura, síncope), a conduta inicial pode incluir atropina ou isoproterenol. Em casos refratários ou persistentes, pode ser necessário um marcapasso temporário ou permanente, dependendo da etiologia e reversibilidade.
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