Bloqueios Atrioventriculares: Diagnóstico no ECG

SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024

Enunciado

Associe os eletrocardiogramas com os diagnósticos:

Alternativas

  1. A) I – Bloqueio Atrio Ventricular de 1º GrauII – Bloqueio Atrio Ventricular de 3º GrauIII – Bloqueio Atrio Ventricular de 2º Grau Mobitz IIV – Bloqueio Atrio Ventricular de 2º Grau Mobitz IIV – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau 2:1
  2. B) I – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau 2:1II – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Mobitz I (fenômeno de Wenckebach)III – Bloqueio Atrio Ventricular de 1º GrauIV – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Mobitz IIV - Bloqueio Atrioventricular de 3º Grau
  3. C) I – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau 2:1II – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Mobitz I (fenômeno de Wenckebach)III – Ritmo sinusalIV – Bloqueio Atrioventricular de 3º GrauV – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Mobitz II
  4. D) I – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Mobitz I (fenômeno de Wenckebach)II – Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau 2:1III – Bloqueio Atrio Ventricular de 1º GrauIV – Bloqueio Atrioventricular de 3º GrauV - Bloqueio Atrioventricular de 2º Grau Mobitz II

Pérola Clínica

BAV 2:1 = difícil distinguir Mobitz I/II; BAV 3º grau = dissociação AV completa.

Resumo-Chave

A correta identificação dos diferentes tipos de bloqueios atrioventriculares no ECG é crucial para o manejo clínico. O BAV 2:1 é um desafio diagnóstico, pois pode ser tanto Mobitz I quanto Mobitz II, exigindo análise de traçados mais longos ou manobras para elucidação.

Contexto Educacional

Os bloqueios atrioventriculares (BAV) representam um grupo de arritmias caracterizadas por um atraso ou interrupção na condução do impulso elétrico dos átrios para os ventrículos. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de doenças cardíacas estruturais, sendo um tópico fundamental na cardiologia para residentes e estudantes. A correta interpretação do eletrocardiograma (ECG) é essencial para o diagnóstico e manejo adequado. A fisiopatologia dos BAVs envolve disfunção do nó AV, feixe de His ou sistema Purkinje. O diagnóstico é feito exclusivamente pelo ECG, onde cada tipo de bloqueio apresenta um padrão característico. O BAV de 1º grau tem PR prolongado (>200ms) sem QRS bloqueado. O BAV de 2º grau Mobitz I (Wenckebach) mostra prolongamento progressivo do PR até uma onda P bloqueada. O BAV de 2º grau Mobitz II tem PR constante com falhas súbitas de condução. O BAV 2:1 é um tipo de Mobitz II ou I onde a cada duas ondas P, uma é bloqueada. O BAV de 3º grau (completo) apresenta dissociação AV total. O tratamento varia desde observação em casos assintomáticos (BAV 1º grau, Mobitz I) até a necessidade de marca-passo definitivo em BAVs de alto grau (Mobitz II, 3º grau) sintomáticos ou com risco de progressão. O prognóstico depende do tipo de bloqueio e da presença de doença cardíaca subjacente. A compreensão aprofundada desses padrões no ECG é crucial para a tomada de decisões clínicas e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de bloqueios atrioventriculares?

Os principais tipos são BAV de 1º grau, BAV de 2º grau (Mobitz I e Mobitz II, e 2:1) e BAV de 3º grau (completo). Cada um possui características distintas no ECG.

Como diferenciar BAV 2º grau Mobitz I de Mobitz II no ECG?

No Mobitz I (Wenckebach), há prolongamento progressivo do intervalo PR até uma onda P bloqueada. No Mobitz II, o intervalo PR é constante antes da onda P bloqueada, com falhas súbitas de condução.

Qual a característica do BAV de 3º grau no eletrocardiograma?

O BAV de 3º grau, ou bloqueio AV completo, é caracterizado pela dissociação total entre as ondas P e os complexos QRS. As ondas P e QRS batem em ritmos independentes, com a frequência atrial geralmente maior que a ventricular.

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