Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
O Bloqueio Atrioventricular - BAV pode ser classificado:
BAV = Classificação anatômica em nodal AV, intra-His e infra-His, crucial para prognóstico e tratamento.
A classificação anatômica do Bloqueio Atrioventricular (BAV) em nodal AV, intra-His e infra-His é fundamental para determinar o prognóstico e a conduta terapêutica. Bloqueios mais distais (intra-His e infra-His) são geralmente mais graves, com maior risco de assistolia e necessidade de marcapasso, devido à instabilidade do ritmo de escape.
O Bloqueio Atrioventricular (BAV) é uma condição na qual a condução dos impulsos elétricos dos átrios para os ventrículos é parcial ou completamente interrompida. Compreender suas diferentes classificações é fundamental para o diagnóstico preciso e a escolha da estratégia terapêutica mais adequada. A classificação eletrocardiográfica (1º, 2º e 3º grau) descreve o padrão do bloqueio, enquanto a classificação anatômica localiza o sítio do problema no sistema de condução. A classificação anatômica do BAV divide o bloqueio em três sítios principais: nodal AV (no nó atrioventricular), intra-His (dentro do feixe de His) e infra-His (abaixo do feixe de His, nas fibras de Purkinje). Essa distinção é vital porque cada sítio tem implicações prognósticas e terapêuticas distintas. Bloqueios mais proximais (nodais) tendem a ser mais benignos e reversíveis, com ritmos de escape mais estáveis. Em contraste, bloqueios mais distais (intra-His e, especialmente, infra-His) são frequentemente mais graves, associados a ritmos de escape lentos e instáveis, com maior risco de assistolia e síncope. O diagnóstico do sítio do bloqueio pode ser inferido pelo ECG (largura do QRS, padrão de bloqueio) e, em casos complexos, por estudo eletrofisiológico. O tratamento varia desde a observação até o implante de marcapasso definitivo, dependendo do grau, sítio e sintomatologia do BAV.
A classificação anatômica (nodal AV, intra-His, infra-His) é crucial porque indica a localização do bloqueio no sistema de condução, o que se correlaciona com a estabilidade do ritmo de escape e o risco de progressão para bloqueios mais avançados, guiando a necessidade de marcapasso.
O bloqueio nodal AV ocorre no nó AV, geralmente é mais benigno e reversível, com um ritmo de escape mais estável (junção AV). No ECG, pode-se observar um QRS estreito e, em BAV de 2º grau tipo Wenckebach, o PR se alonga progressivamente até uma onda P bloqueada.
O bloqueio infra-His ocorre abaixo do feixe de His, afetando as fibras de Purkinje. O ritmo de escape é ventricular, lento e instável, com QRS largo, conferindo alto risco de assistolia e morte súbita, o que frequentemente exige implante de marcapasso definitivo.
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