BAV Infra-Hissiano: Características e Manejo de Urgência

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025

Enunciado

Devemos considerar na análise das bradiarrritmias que os BAV intra-His ou infra-His progridem mais rapidamente, sendo correto que:

Alternativas

  1. A) Estão associados a escape ventricular mais rápido e imprevisível, QRS mais largos e que respondem mal à atividade adrenérgica ou bloqueio vagal.
  2. B) Estão associados a escape ventricular mais lento e imprevisível, QRS mais finos e que respondem mal à atividade adrenérgica ou bloqueio vagal.
  3. C) Estão associados a escape ventricular mais lento e imprevisível, QRS mais largos e que respondem mal à atividade adrenérgica e não ao bloqueio vagal.
  4. D) Estão associados a escape ventricular mais lento e imprevisível, QRS mais largos e que respondem mal à atividade adrenérgica ou bloqueio vagal.

Pérola Clínica

BAV infra-His → escape ventricular lento, QRS largo, má resposta a atropina/adrenérgicos, alto risco de assistolia.

Resumo-Chave

Bloqueios atrioventriculares (BAV) distais (intra-His ou infra-His) são mais graves pois o ritmo de escape ventricular é mais lento, instável e com QRS alargado, indicando um marcapasso mais inferior e menos confiável. Eles não respondem bem a medidas que aumentam a condução AV (como atropina ou catecolaminas), necessitando frequentemente de marcapasso.

Contexto Educacional

Os bloqueios atrioventriculares (BAV) são distúrbios da condução elétrica entre átrios e ventrículos. A localização anatômica do bloqueio é crucial para determinar a gravidade e o prognóstico. BAVs distais, que ocorrem no feixe de His (intra-His) ou abaixo dele (infra-His), são considerados de alto grau e mais preocupantes devido à sua natureza progressiva e ao risco de assistolia. A compreensão dessas bradiarritmias é fundamental para residentes, pois exige uma avaliação rápida e intervenção adequada para evitar complicações graves. A fisiopatologia dos BAVs infra-hissianos envolve a interrupção da condução em um ponto mais distal do sistema de condução, resultando em um ritmo de escape ventricular. Este ritmo é caracterizado por ser mais lento (geralmente <40 bpm), imprevisível e com complexos QRS alargados, pois o marcapasso de escape se origina em tecidos ventriculares com condução mais lenta. A suspeita deve surgir em pacientes com bradicardia sintomática e ECG com BAV de 2º grau tipo Mobitz II ou BAV de 3º grau com QRS largo. O tratamento dos BAVs infra-hissianos sintomáticos frequentemente exige a implantação de um marcapasso cardíaco, inicialmente temporário e, na maioria dos casos, definitivo. Diferentemente dos BAVs proximais, a resposta a fármacos como atropina e agonistas beta-adrenérgicos é limitada ou inexistente, pois esses agentes atuam principalmente no nó AV. O prognóstico é mais reservado sem intervenção, e a identificação precoce é vital para a segurança do paciente e para a preparação para a prova de residência.

Perguntas Frequentes

Quais as características do ritmo de escape nos BAV infra-hissianos?

O ritmo de escape nos BAV infra-hissianos é tipicamente lento (<40 bpm), imprevisível e com complexos QRS largos, refletindo a origem ventricular do marcapasso.

Por que BAV infra-hissianos são considerados mais graves?

São mais graves devido à instabilidade do ritmo de escape, ao risco elevado de assistolia e à má resposta a fármacos que aumentam a condução AV, como atropina e catecolaminas.

Qual a conduta inicial para um paciente com BAV infra-hissiano sintomático?

A conduta inicial para BAV infra-hissiano sintomático inclui suporte hemodinâmico, atropina (se não houver contraindicação e como teste, embora a resposta seja limitada) e, principalmente, preparação para marcapasso transcutâneo ou transvenoso.

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