HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
K.S.T; masculino, 60 anos, hipertenso, angina estável em uso de aspirina, captopril e bisoprolol. Chega à urgência queixando-se de tonteira e fraqueza generalizada. ECG realizado a seguir:Qual alternativa correta?
BAV 2º grau = falha intermitente da condução AV; Mobitz I (Wenckebach) → PR progressivo até QRS bloqueado.
O Bloqueio Atrioventricular (BAV) de 2º grau é caracterizado pela falha intermitente na condução do impulso dos átrios para os ventrículos. Existem dois tipos principais: Mobitz I (Wenckebach), com prolongamento progressivo do intervalo PR até uma onda P bloqueada, e Mobitz II, com falha súbita da condução sem prolongamento prévio do PR.
O Bloqueio Atrioventricular (BAV) de 2º grau é uma bradiarritmia que reflete um distúrbio na condução do impulso elétrico do átrio para o ventrículo. É crucial para estudantes e residentes reconhecer os diferentes tipos de BAV no eletrocardiograma, pois o manejo e o prognóstico variam significativamente. Existem dois subtipos principais: Mobitz I (fenômeno de Wenckebach), caracterizado por um prolongamento progressivo do intervalo PR até que uma onda P seja bloqueada, e Mobitz II, onde a falha de condução ocorre de forma súbita, sem prolongamento prévio do PR. O Mobitz I geralmente é benigno e ocorre no nó AV, enquanto o Mobitz II é mais grave, ocorre abaixo do nó AV e pode progredir para BAV total. O diagnóstico é feito exclusivamente pelo ECG. O tratamento depende do tipo de BAV, da presença de sintomas e da etiologia. Em casos sintomáticos ou Mobitz II, pode ser necessário marcapasso. Medicamentos como betabloqueadores e bloqueadores de canal de cálcio podem agravar ou precipitar o BAV, sendo importante revisar a medicação do paciente.
No Mobitz I (Wenckebach), observa-se um prolongamento progressivo do intervalo PR até que uma onda P não seja seguida por um complexo QRS (onda P bloqueada).
No Mobitz I, há prolongamento progressivo do PR antes da falha de condução. No Mobitz II, a falha de condução ocorre subitamente, sem prolongamento prévio do PR, e geralmente tem pior prognóstico.
Medicamentos que afetam a condução atrioventricular, como betabloqueadores (ex: bisoprolol), bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (verapamil, diltiazem) e digoxina, podem precipitar ou agravar um BAV.
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