HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
O nó AV sofre importante influência do sistema nervoso autônomo, portanto:
Predomínio parassimpático (sono, atletas) → BAV 1º grau e/ou BAV 2º grau tipo I (Wenckebach) fisiológicos.
O nó AV é sensível à modulação autonômica. O aumento do tônus parassimpático (vagal), comum em atletas bem condicionados ou durante o sono, pode lentificar a condução AV, manifestando-se como BAV de 1º grau ou BAV de 2º grau tipo I (Wenckebach) no ECG, sem que haja doença estrutural do nó AV.
O sistema de condução cardíaco, em particular o nó atrioventricular (AV), é fortemente modulado pelo sistema nervoso autônomo. O balanço entre o tônus simpático e parassimpático determina a frequência cardíaca e a velocidade de condução AV. Compreender essa influência é crucial para a interpretação correta de eletrocardiogramas. Em situações de predominância do tônus parassimpático, como durante o sono, em repouso profundo ou em atletas altamente condicionados, o nó AV pode apresentar uma condução mais lenta. Isso pode se manifestar como um bloqueio AV de 1º grau (prolongamento do intervalo PR) ou um bloqueio AV de 2º grau tipo I, também conhecido como fenômeno de Wenckebach (prolongamento progressivo do PR até uma falha de condução). É fundamental reconhecer que, nesses contextos, tais bloqueios são frequentemente fisiológicos e benignos, não indicando uma doença estrutural do nó AV. A ausência de sintomas e a reversibilidade com o exercício ou atropina são indicativos de sua natureza funcional, diferenciando-os de bloqueios patológicos que podem exigir intervenção.
O bloqueio AV de 1º grau é um atraso na condução do impulso do átrio para o ventrículo, manifestado no ECG por um intervalo PR prolongado (> 0,20 segundos) e constante, sem falha na condução de nenhum batimento atrial.
O bloqueio AV de 2º grau tipo I, ou fenômeno de Wenckebach, é caracterizado por um prolongamento progressivo do intervalo PR até que um batimento atrial seja bloqueado (não conduzido aos ventrículos), seguido por um ciclo que se repete.
O sistema nervoso parassimpático, através do nervo vago, libera acetilcolina que atua nos receptores muscarínicos do nó AV, diminuindo a velocidade de condução e aumentando o período refratário, o que pode levar a esses bloqueios benignos.
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