DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
O verapamil e o diltiazem tendem a causar bradicardia:
Verapamil e Diltiazem ↓ cronotropismo e dromotropismo, ↑ risco de BAV (Verapamil > Diltiazem).
Verapamil e diltiazem, bloqueadores de canais de cálcio não diidropiridínicos, atuam no nó SA e AV, diminuindo a frequência cardíaca (cronotropismo) e a velocidade de condução (dromotropismo), com risco de bloqueios AV. O verapamil tem um efeito depressor cardíaco mais potente.
Verapamil e diltiazem são fármacos amplamente utilizados na cardiologia, pertencentes à classe dos bloqueadores de canais de cálcio não diidropiridínicos. Sua importância reside na capacidade de modular a atividade elétrica e contrátil do coração, sendo indicados para o tratamento de hipertensão arterial, angina pectoris e certas arritmias supraventriculares, como a fibrilação atrial com resposta ventricular rápida. O mecanismo de ação desses fármacos envolve o bloqueio dos canais de cálcio tipo L, presentes nas células do músculo cardíaco e nos nós sinoatrial (SA) e atrioventricular (AV). No nó SA, o bloqueio cálcico reduz a taxa de despolarização espontânea, resultando em efeito cronotrópico negativo (diminuição da frequência cardíaca). No nó AV, eles diminuem a velocidade de condução do impulso elétrico, caracterizando um efeito dromotrópico negativo, o que pode levar a bloqueios atrioventriculares. Além disso, possuem um efeito inotrópico negativo, reduzindo a força de contração miocárdica. É crucial para o residente compreender que, embora ambos atuem de forma semelhante, o verapamil tende a ter um efeito depressor cardíaco mais potente que o diltiazem, o que o torna mais propenso a causar bradicardia e bloqueios AV. A monitorização da frequência cardíaca e do eletrocardiograma é essencial durante o tratamento, especialmente em pacientes idosos ou com comorbidades cardíacas preexistentes, para evitar complicações graves.
Eles bloqueiam os canais de cálcio tipo L no nó sinoatrial, reduzindo a taxa de despolarização espontânea e, consequentemente, a frequência cardíaca (efeito cronotrópico negativo).
Ambos são bloqueadores de canais de cálcio não diidropiridínicos com efeitos cronotrópicos e dromotrópicos negativos, mas o verapamil geralmente tem um efeito depressor cardíaco (incluindo inotropismo negativo) mais pronunciado que o diltiazem.
São contraindicados em pacientes com disfunção ventricular esquerda grave, síndrome do seio do doente, bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau (sem marcapasso), e em combinação com betabloqueadores intravenosos devido ao risco de bradicardia e hipotensão graves.
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