Anti-hipertensivos: Escolha Segura na Disfunção Cardíaca

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019

Enunciado

Com relação aos hipotensores, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Há contraindicação relativa ao uso de alfabloqueadores em hipertensos comhipertrofia prostática benigna.
  2. B) Os inibidores diretos da renina causam redução da produção de angiotensina II e háfortes evidências de seus benefícios sobre a morbimortalidade.
  3. C) Os bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II proporcionam redução da morbimortalidade cardiovascular, mas não da renal.
  4. D) Os bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos podem deprimir a funçãosistólica cardíaca, principalmente em pacientes que já apresentam tal disfunção antes do início do seu uso, devendo ser evitados nessa condição.
  5. E) Hipercromia do terço distal das pernas e hipertrofia gengival são os efeitos adversosmais comuns dos bloqueadores dos canais de cálcio.

Pérola Clínica

BCC não diidropiridínicos → evitar em disfunção sistólica cardíaca pela depressão miocárdica.

Resumo-Chave

Bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (verapamil, diltiazem) têm efeito inotrópico negativo e podem agravar a disfunção sistólica cardíaca, sendo contraindicados em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

Contexto Educacional

Os anti-hipertensivos representam uma classe farmacológica vasta e complexa, exigindo do residente um conhecimento aprofundado sobre suas indicações, contraindicações e efeitos adversos. A escolha do agente ideal deve considerar as comorbidades do paciente, visando otimizar o controle pressórico e minimizar riscos. Os bloqueadores dos canais de cálcio (BCC) são divididos em diidropiridínicos (ex: anlodipino, nifedipino) e não diidropiridínicos (ex: verapamil, diltiazem). Enquanto os diidropiridínicos atuam predominantemente na vasodilatação periférica, os não diidropiridínicos possuem efeitos cronotrópicos e inotrópicos negativos significativos. Essa característica os torna contraindicados em pacientes com disfunção sistólica cardíaca preexistente, pois podem agravar a insuficiência cardíaca. Para a prática clínica e provas de residência, é crucial diferenciar os perfis de segurança e eficácia de cada classe. Alfabloqueadores, por exemplo, são benéficos em hipertensos com hipertrofia prostática benigna. Já os inibidores diretos da renina, como o alisquireno, não demonstraram os mesmos benefícios de morbimortalidade que os inibidores da ECA ou BRA, e os BRA oferecem proteção cardiovascular e renal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais efeitos adversos dos bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos?

Os bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos, como verapamil e diltiazem, podem causar bradicardia, bloqueio atrioventricular e depressão da função sistólica miocárdica.

Por que os alfabloqueadores são úteis em pacientes hipertensos com hipertrofia prostática benigna?

Alfabloqueadores, como a tansulosina, relaxam a musculatura lisa da próstata e da bexiga, melhorando os sintomas urinários obstrutivos da hipertrofia prostática benigna, além de controlar a pressão arterial.

Quais são os benefícios dos bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (BRA) na proteção renal?

Os BRA, assim como os inibidores da ECA, reduzem a progressão da doença renal crônica em pacientes com hipertensão e diabetes, diminuindo a proteinúria e protegendo a função renal.

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