CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
Com base nas fotos, assinale a causa mais provável desta blefaroptose:
Ptose na infância sem trauma ou sinais neurológicos → Causa congênita (distrofia muscular).
A blefaroptose congênita decorre da substituição de fibras musculares do levantador por tecido fibroso, podendo causar ambliopia por privação.
A blefaroptose congênita é uma condição presente ao nascimento ou no primeiro ano de vida. Clinicamente, observa-se a queda da pálpebra superior e, muitas vezes, a ausência do sulco palpebral superior. A função do músculo levantador é o parâmetro principal para decidir a técnica cirúrgica corretiva. O tratamento é cirúrgico quando há risco de ambliopia ou por questões estéticas/psicossociais. Se a função do levantador for boa, realiza-se o seu encurtamento (ressecção); se for muito pobre, utiliza-se a suspensão ao músculo frontal com fios de silicone ou fáscia lata.
A causa mais comum é a distrofia miogênica isolada do músculo levantador da pálpebra superior. Durante o desenvolvimento, as fibras musculares são parcialmente substituídas por tecido fibroso ou adiposo, resultando em má contração e má excursão palpebral.
O principal risco é a ambliopia (olho preguiçoso). Se a pálpebra ocluir o eixo visual (pupila), ocorre ambliopia por privação. Além disso, a ptose pode induzir astigmatismo corneano elevado, também levando à ambliopia refracional.
Na ptose congênita, há frequentemente um sinal clássico: o 'lagophthalmos' no olhar para baixo (a pálpebra ptótica fica mais alta que a normal devido à fibrose). Na ptose adquirida (ex: involucional), a pálpebra desce normalmente ou até mais que a outra no olhar para baixo.
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