CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Qual melhor tratamento preconizado para blefaroptose aponeurótica involucional?
Ptose involucional = Deiscência da aponeurose do levantador → Reinserção cirúrgica é o padrão-ouro.
A ptose senil (aponeurótica) ocorre pela desinserção ou afinamento da aponeurose do levantador. O tratamento foca na restauração anatômica dessa conexão.
A blefaroptose involucional é a forma mais comum de ptose em adultos e idosos. Ela resulta de alterações degenerativas na aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior (MLPS), muitas vezes exacerbadas por cirurgias intraoculares prévias ou uso crônico de lentes de contato. O diagnóstico é clínico, baseado na posição da pálpebra e na medida da função do levantador. O manejo cirúrgico visa a correção da deiscência. A técnica de reinserção da aponeurose ao tarso superior permite um ajuste preciso da altura e do contorno palpebral. É fundamental diferenciar esta condição da ptose miogênica ou neurogênica, pois o sucesso cirúrgico depende da integridade da força muscular do MLPS.
A ptose aponeurótica, ou involucional, é caracterizada por uma queda da pálpebra superior devido à desinserção, deiscência ou afinamento da aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior (MLPS). Clinicamente, observa-se um sulco palpebral alto, boa função do músculo levantador e, frequentemente, piora ao final do dia.
Como a causa fisiopatológica é a separação da aponeurose do tarso, a reinserção cirúrgica restaura a anatomia original. Diferente da ressecção (encurtamento do músculo), a reinserção apenas reposiciona a estrutura, sendo altamente eficaz em casos com boa função do levantador, que é a regra na ptose involucional.
A suspensão frontal é indicada apenas quando a função do músculo levantador é muito pobre (geralmente menor que 4 mm), como em ptoses congênitas graves ou miopatias. Na ptose involucional, a função do levantador costuma estar preservada, tornando a suspensão frontal desnecessária e contraindicada.
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