CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Assinale a alternativa correta quanto à blefaroplastia superior.
Ressecção de faixa do orbicular pré-tarsal na blefaroplastia → melhor definição do sulco palpebral.
Na blefaroplastia superior, a remoção de uma pequena faixa do músculo orbicular (especialmente a porção pré-tarsal ou pré-septal hipertrófica) ajuda a aprofundar e definir o sulco palpebral, melhorando o resultado estético.
A blefaroplastia superior é um dos procedimentos mais realizados na cirurgia plástica facial, visando corrigir o excesso de pele (dermatochalasis) e o abaulamento das bolsas de gordura. A compreensão da anatomia em camadas — pele, músculo orbicular, septo orbitário, gordura pré-aponeurótica e músculo levantador — é crucial para o sucesso cirúrgico. A técnica moderna enfatiza a preservação de volume e a naturalidade, evitando ressecções agressivas que podem levar a um olhar encovado ou complicações funcionais. A variação anatômica individual dita a necessidade de ressecção muscular ou de gordura. Em pacientes asiáticos ou naqueles com pálpebras 'cheias', a abordagem do músculo orbicular e das bolsas de gordura medial e central é fundamental. A segurança do procedimento depende da preservação da função da glândula lacrimal e da integridade do mecanismo de fechamento palpebral, garantindo a proteção da superfície ocular.
A ressecção de uma faixa estreita do músculo orbicular do olho (geralmente a porção pré-septal) é uma etapa comum na blefaroplastia superior. Em pacientes com hipertrofia muscular ou pele muito espessa, essa manobra permite uma melhor visualização do septo orbitário e das bolsas de gordura subjacentes. Além disso, ao remover essa fração muscular, o cirurgião consegue criar uma adesão mais firme entre a pele e a aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior, o que resulta em um sulco palpebral mais definido, profundo e esteticamente agradável, evitando o aspecto de 'pálpebra pesada'.
Durante a blefaroplastia superior, a abordagem da bolsa de gordura lateral (temporal) exige cautela extrema. A glândula lacrimal está localizada na porção superolateral da órbita e pode ser confundida com a gordura temporal, especialmente se houver ptose da glândula. A remoção inadvertida ou a cauterização excessiva da glândula lacrimal pode levar a quadros graves de olho seco (xeroftalmia) e deformidade estética. É fundamental identificar a coloração mais rosada e a textura lobular da glândula lacrimal para diferenciá-la da gordura orbitária, que é tipicamente mais amarelada.
O lagoftalmo (incapacidade de fechar completamente as pálpebras) é uma complicação temida da blefaroplastia. Para evitá-lo, o cirurgião deve realizar uma marcação pré-operatória precisa, garantindo que a quantidade de pele remanescente seja suficiente para o fechamento palpebral sem tensão. Uma regra prática é manter pelo menos 10 a 20 mm de pele entre a borda inferior do supercílio e a incisão superior. Além disso, deve-se evitar a ressecção excessiva de pele na porção lateral e ter cuidado com a manipulação da aponeurose do levantador para não causar retração palpebral iatrogênica.
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