CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Com relação à cirurgia de blefaroplastia superior, assinale a sequência correta dos passos cirúrgicos após a devida antissepsia (desconsidere a hemostasia que ocorre entre cada passo):
Blefaroplastia: Marcação → Anestesia → Pele/Orbicular → Septo → Bolsas → Sutura.
A sequência cirúrgica deve respeitar a anatomia estratigráfica da pálpebra, garantindo que a marcação seja feita antes que o edema da anestesia distorça os tecidos.
A blefaroplastia superior é um dos procedimentos mais realizados na oculoplástica. O sucesso depende da preservação da função palpebral e da proteção da superfície ocular. O cirurgião deve ter domínio absoluto da anatomia, especialmente da relação entre o músculo levantador da pálpebra e o septo, para evitar ptose iatrogênica.
A marcação deve ser feita com o paciente acordado e em posição ortostática para avaliar corretamente o excesso de pele. A anestesia infiltrativa gera edema e distorção tecidual imediata, o que impediria uma marcação precisa e simétrica, aumentando o risco de complicações como o lagoftalmo.
O septo orbital é uma barreira anatômica que separa as estruturas superficiais das bolsas de gordura pré-aponeuróticas. Sua incisão é necessária para acessar e remover ou reposicionar as bolsas de gordura medial e central, passo fundamental para o rejuvenescimento do contorno palpebral.
A remoção deve ser conservadora, focando apenas no que hernia suavemente após a abertura do septo. A ressecção agressiva pode levar a um aspecto de 'olho encovado' (deformidade em A-frame), que é esteticamente indesejável e difícil de corrigir.
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