CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
O blefaroespasmo essencial é uma afecção caracterizada por contrações involuntárias de musculatura inervada pelo nervo craniano:
Blefaroespasmo essencial = distonia focal bilateral por hiperatividade do nervo facial (VII).
O blefaroespasmo essencial é uma distonia neuromuscular caracterizada por contrações involuntárias e bilaterais do músculo orbicular, cuja inervação motora é exclusiva do nervo facial.
O blefaroespasmo essencial é uma das distonias focais mais comuns na prática oftalmológica e neurológica. Caracteriza-se por um fechamento palpebral involuntário, espasmódico e bilateral. A fisiopatologia envolve uma disfunção nos gânglios da base, resultando em uma sinalização excessiva através do nervo facial para os músculos protratores das pálpebras (orbicular, corrugador e procerus). Clinicamente, pode variar de um aumento na frequência do piscar até a cegueira funcional por incapacidade de manter os olhos abertos. É fundamental diferenciar do ptose palpebral e da miocimia. O diagnóstico é clínico, e o manejo foca na redução da hiperatividade muscular e proteção da superfície ocular, frequentemente comprometida pela exposição ou pelo uso excessivo de colírios.
O blefaroespasmo essencial é uma distonia focal idiopática que se manifesta de forma bilateral e simétrica, envolvendo o músculo orbicular. Já o espasmo hemifacial é geralmente unilateral e frequentemente causado por compressão vascular do nervo facial na sua saída do tronco encefálico. Enquanto o primeiro é uma desordem do sistema nervoso central, o segundo é uma neuropatia periférica compressiva.
A aplicação de toxina botulínica tipo A é o padrão-ouro. Ela atua bloqueando a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, promovendo o relaxamento temporário da musculatura orbicular. O tratamento é sintomático e requer reaplicações periódicas, geralmente a cada 3 a 4 meses, dependendo da resposta clínica do paciente e da intensidade dos espasmos.
O nervo trigêmeo (V par) é o principal nervo sensitivo da face e fornece a via aferente para o reflexo do piscar. No entanto, a eferência motora que gera a contração muscular no blefaroespasmo é conduzida exclusivamente pelo nervo facial (VII par). Portanto, a patologia motora em si está ligada à via do facial, embora estímulos trigeminais (como olho seco) possam exacerbar os sintomas.
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