CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Em relação a blefarocálase, é correto afirmar que:
Blefarocálase = Edema palpebral recorrente idiopático → Atrofia e pele em 'papel de cigarro'.
A blefarocálase é uma síndrome rara caracterizada por episódios intermitentes de edema palpebral indolor que resultam em atrofia cutânea e ptose.
A blefarocálase é uma forma rara de angioedema que afeta especificamente as pálpebras. Sua etiologia permanece desconhecida, embora se suspeite de componentes genéticos ou imunológicos. A doença progride em três estágios: a fase edematosa inicial, a fase de atrofia cutânea e a fase de complicações estruturais. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de edemas recorrentes. O tratamento durante a fase ativa é limitado, pois anti-histamínicos e corticoides costumam ser ineficazes. A intervenção cirúrgica (blefaroplastia ou correção de ptose) só deve ser realizada quando a doença estiver estável, sem novos episódios de edema por pelo menos um ano.
Diferente da dermatocálase senil, a blefarocálase acomete tipicamente crianças, adolescentes ou adultos jovens, manifestando-se geralmente na puberdade.
Os episódios de edema são geralmente bilaterais, indolores e autolimitados, durando de alguns dias a semanas. Com a recorrência, a pele torna-se fina, enrugada (aspecto de papel de cigarro) e frouxa.
A inflamação crônica e o edema podem causar desinserção da aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior (gerando ptose), herniação de gordura orbital e frouxidão dos tendões cantais.
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