Blefarocalase: Diagnóstico e Características Clínicas

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Paciente da foto apresenta quadros recorrentes de edema palpebral que resolvem espontaneamente. Qual o provável diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Blefarocalase
  2. B) Dermatocalase
  3. C) Adenocarcinoma de glândulas lacrimais
  4. D) Dacrioadenite viral

Pérola Clínica

Edema palpebral recorrente + resolução espontânea + pele redundante e atrófica = Blefarocalase.

Resumo-Chave

A blefarocalase é uma síndrome rara caracterizada por episódios intermitentes de edema palpebral indolor que levam à perda de elasticidade e atrofia da pele.

Contexto Educacional

A blefarocalase é uma forma idiopática de edema palpebral que afeta principalmente jovens. A fisiopatologia envolve a degradação de fibras elásticas na derme. Clinicamente, divide-se em fases: a fase ativa (edemas recorrentes) e a fase de atrofia (sequelas). O diagnóstico é clínico, baseado na história de recorrência e no aspecto físico da pálpebra. É uma condição distinta da dermatocalase (envelhecimento) e da esteatoblefara (herniação de gordura).

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a fase inicial da blefarocalase?

A fase inicial, ou fase edematosa, é caracterizada por episódios recorrentes de edema palpebral indolor, geralmente bilateral, que podem durar de horas a poucos dias. Esses episódios começam frequentemente na puberdade ou adolescência e diminuem em frequência com a idade. O edema é do tipo não-cacifo e pode ser confundido com angioedema ou alergias, mas não responde bem a anti-histamínicos.

Quais as sequelas crônicas da blefarocalase?

Após repetidos episódios de edema, a pele das pálpebras perde sua elasticidade e torna-se extremamente fina, enrugada e atrófica, adquirindo o aspecto de 'papel de cigarro'. Outras complicações comuns incluem a ptose palpebral (por deiscência da aponeurose do levantador), o surgimento de bolsas de gordura ou, inversamente, a atrofia da gordura orbital, e a frouxidão dos tendões cantais.

Qual o tratamento indicado para blefarocalase?

Não existe tratamento médico eficaz para prevenir os episódios de edema. O manejo é predominantemente cirúrgico e deve ser realizado apenas quando a doença está em fase quiescente (sem crises por pelo menos 6 a 12 meses). As intervenções incluem blefaroplastia para remover o excesso de pele e correção de ptose. É fundamental diferenciar da dermatocalase senil, pois a patogênese e a idade de início são distintas.

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