HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
A farmacocinética é utilizada para descrever o percurso da droga através do organismo, sendo utilizada para a compreensão das etapas de absorção, distribuição, biotransformação e excreção de fármacos pelo organismo. Deste modo, tem implicância direta, tanto no efeito farmacológico, como na toxicidade dos fármacos. Assim, em relação ao processo de biotransformação hepática de drogas, podemos afirmar que:
Fase II da biotransformação: torna fármacos hidrofílicos para excreção renal.
A biotransformação hepática de drogas ocorre em duas fases principais. A Fase II, ou reações de conjugação, tem como objetivo principal tornar os metabólitos mais hidrofílicos (solúveis em água), facilitando sua excreção, principalmente pela via renal. Isso é crucial para a eliminação de substâncias do organismo.
A farmacocinética descreve o que o corpo faz com o fármaco, abrangendo os processos de absorção, distribuição, biotransformação (metabolismo) e excreção. A biotransformação, que ocorre predominantemente no fígado, é um processo crucial para a eliminação de fármacos e metabólitos do organismo, impactando diretamente a eficácia terapêutica e a toxicidade das drogas. É um tema fundamental para a compreensão da farmacologia clínica. A biotransformação hepática é dividida em duas fases principais. A Fase I (reações não sintéticas) envolve reações de oxidação, redução e hidrólise, que geralmente introduzem ou expõem grupos funcionais polares (como -OH, -NH2, -COOH) no fármaco, tornando-o mais reativo para as reações da Fase II. A Fase II (reações sintéticas ou de conjugação) envolve a ligação covalente de um substrato endógeno (ex: ácido glicurônico, sulfato, glutationa) ao fármaco ou ao seu metabólito da Fase I. O objetivo primário da Fase II é aumentar drasticamente a hidrossolubilidade dos metabólitos, tornando-os mais facilmente excretáveis, principalmente pela via renal. O fígado possui uma capacidade notável de induzir ou inibir seu próprio metabolismo de drogas, o que explica muitas interações medicamentosas. Por exemplo, o fenobarbital é um potente indutor enzimático, enquanto o cetoconazol é um inibidor. O efeito de primeira passagem é uma característica importante de drogas administradas por via oral, onde uma parte significativa do fármaco é metabolizada no fígado antes de atingir a circulação sistêmica, reduzindo sua biodisponibilidade. Para residentes, o domínio desses conceitos é vital para a prescrição segura e eficaz de medicamentos, ajustando doses e prevendo interações.
O principal objetivo da biotransformação hepática é converter fármacos lipossolúveis em metabólitos mais polares e hidrossolúveis. Isso facilita sua excreção pelo organismo, principalmente pelos rins, e reduz a toxicidade de muitas substâncias.
As reações da Fase II, também conhecidas como reações de conjugação, envolvem a ligação covalente de um grupo polar endógeno (como ácido glicurônico, sulfato, glutationa) ao fármaco ou a um metabólito da Fase I. O resultado são metabólitos altamente hidrofílicos, prontos para excreção renal ou biliar.
O efeito de primeira passagem é a metabolização de um fármaco antes que ele atinja a circulação sistêmica. Ocorre principalmente no fígado após a absorção gastrointestinal de drogas administradas por via oral. Isso pode reduzir significativamente a biodisponibilidade do fármaco, exigindo doses maiores ou outras vias de administração.
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