HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Paciente com 20 anos de idade procurou pronto-socorro com história de pele amarelada e vômitos. Refere estar em tratamento há 10 dias, na UBS, por tuberculose pulmonar bacilífera. Ao exame: PA= 80 x 40 mmHg e FC= 130 bpm. O plantonista indicou internação. Com relação ás normas de biossegurança, qual a melhor conduta?
Tuberculose pulmonar bacilífera → Isolamento respiratório + Profissionais com máscara N95/PFF2.
Pacientes com tuberculose pulmonar bacilífera são altamente contagiosos e requerem isolamento respiratório para prevenir a disseminação de aerossóis. Os profissionais de saúde devem usar máscaras respiratórias de alta filtração (N95 ou PFF2) para sua proteção. O paciente deve usar máscara cirúrgica ao sair do quarto para conter a dispersão de gotículas.
A tuberculose pulmonar bacilífera representa um desafio significativo para a saúde pública e exige rigorosas medidas de biossegurança em ambientes hospitalares. A transmissão do Mycobacterium tuberculosis ocorre por via aérea, através da inalação de aerossóis contendo bacilos, liberados pela tosse, espirro ou fala de indivíduos com doença pulmonar ativa. A rápida identificação e isolamento desses pacientes são cruciais para prevenir a disseminação da infecção. O isolamento respiratório é a pedra angular do controle de infecção. Idealmente, o paciente deve ser internado em um quarto com pressão negativa, que impede a saída de ar contaminado para outras áreas do hospital. Na ausência de pressão negativa, um quarto privativo com porta fechada e ventilação adequada é essencial. A fisiopatologia da transmissão por aerossóis justifica o uso de equipamentos de proteção individual específicos. Para os profissionais de saúde, o uso de máscaras respiratórias N95 (ou PFF2) é mandatório, pois estas filtram partículas menores que 5 micrômetros, onde o bacilo da tuberculose pode ser encontrado. O paciente, por sua vez, deve usar uma máscara cirúrgica ao sair do quarto para conter a dispersão de suas próprias secreções. A adesão a essas normas é vital para proteger outros pacientes, visitantes e a equipe de saúde, e é um tópico frequente em exames de residência médica.
As principais medidas incluem isolamento respiratório em quarto privativo (idealmente com pressão negativa e troca de ar), uso de máscara respiratória N95 ou PFF2 por todos os profissionais de saúde que entrarem no quarto, e o paciente deve usar máscara cirúrgica ao sair do quarto para exames ou procedimentos.
A máscara N95 (ou PFF2) é necessária porque o Mycobacterium tuberculosis é transmitido por aerossóis, partículas muito pequenas que podem permanecer suspensas no ar por longos períodos. A N95 filtra pelo menos 95% dessas partículas, oferecendo proteção superior à máscara cirúrgica, que filtra principalmente gotículas maiores.
O paciente pode sair do isolamento quando apresentar evidência de não infectividade, geralmente após um período de tratamento eficaz (pelo menos 15 dias) e com melhora clínica e baciloscopia de escarro negativa em duas amostras consecutivas. A decisão deve ser baseada na avaliação clínica e laboratorial.
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