PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Na sequência qual seria o exame a ser solicitado para confirmar o diagnóstico de neoplasia?
Confirmação de neoplasia pulmonar → Biópsia transtorácica guiada por imagem para análise histopatológica.
Para o diagnóstico definitivo de neoplasia, especialmente em lesões pulmonares, a biópsia é essencial, pois permite a análise histopatológica e imuno-histoquímica, diferenciando lesões benignas de malignas e auxiliando na classificação tumoral. Exames de imagem como RM ou broncoscopia podem sugerir, mas não confirmam o diagnóstico.
O diagnóstico de neoplasias, especialmente as pulmonares, exige a confirmação histopatológica para determinar a natureza da lesão (benigna ou maligna) e o tipo específico de tumor. Essa etapa é crucial para o planejamento terapêutico adequado e para o prognóstico do paciente. A incidência de câncer de pulmão é alta, sendo uma das principais causas de morte por câncer globalmente. A biópsia transtorácica guiada por imagem é um procedimento minimamente invasivo que permite a coleta de amostras de tecido de lesões pulmonares ou mediastinais que não são acessíveis por broncoscopia. Geralmente guiada por tomografia computadorizada, ultrassonografia ou fluoroscopia, ela é indicada quando há suspeita de malignidade em nódulos ou massas pulmonares. A fisiopatologia da neoplasia envolve proliferação celular descontrolada, e a análise histopatológica permite identificar as características celulares e arquiteturais que confirmam essa proliferação. Após a biópsia, o material é enviado para análise patológica, que fornecerá o diagnóstico definitivo e, muitas vezes, informações imuno-histoquímicas importantes para a terapia-alvo. O prognóstico depende do tipo histológico, estadiamento e resposta ao tratamento. É fundamental que o residente compreenda a importância da biópsia como padrão-ouro para a confirmação diagnóstica, evitando condutas baseadas apenas em achados de imagem.
A principal indicação é a obtenção de tecido para confirmação histopatológica de lesões pulmonares suspeitas de malignidade, quando outros métodos menos invasivos não são viáveis ou conclusivos.
Os riscos incluem pneumotórax, hemorragia pulmonar, dor no local da punção e, mais raramente, disseminação tumoral pelo trajeto da agulha. A escolha da técnica minimiza esses riscos.
A biópsia transtorácica é mais eficaz para lesões periféricas ou pequenas, enquanto a broncoscopia é preferível para lesões endobrônquicas ou próximas às vias aéreas centrais, onde o acesso direto é possível.
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