SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Uma paciente de 55 anos de idade, diabética, apresenta edema de membros inferiores e proteinúria de 3,5 g/24h; creatinina sérica = 1,6 mg/dL e exame de urina com hematúria microscópica. Nesse caso, qual é o método diagnóstico definitivo para caracterizar a lesão renal da paciente?
Hematúria ou evolução atípica no DM → Biópsia renal para excluir causas não diabéticas.
Embora o diabetes seja causa comum de proteinúria, a presença de hematúria e disfunção renal rápida sugere doença renal não diabética (DRND), exigindo biópsia para diagnóstico definitivo.
A nefropatia diabética é a principal causa de doença renal terminal no mundo, mas o diagnóstico clínico baseia-se na história natural de albuminúria progressiva e presença de retinopatia. Quando o quadro clínico foge do padrão esperado, como na presença de hematúria ou perda rápida de função renal, a biópsia renal torna-se o padrão-ouro para o diagnóstico diferencial. O procedimento permite a análise por microscopia óptica, imunofluorescência e microscopia eletrônica, diferenciando a glomeruloesclerose nodular (lesão de Kimmelstiel-Wilson) de outras patologias como a doença de lesões mínimas ou nefropatia membranosa, que podem coexistir com o diabetes e exigem tratamentos imunossupressores específicos.
As indicações incluem ausência de retinopatia diabética, início súbito de síndrome nefrótica, presença de sedimento urinário ativo (hematúria glomerular), queda rápida da taxa de filtração glomerular ou presença de sinais de outras doenças sistêmicas que sugiram uma etiologia não relacionada ao diabetes mellitus.
A hematúria microscópica não é um achado típico da nefropatia diabética clássica, que costuma cursar com sedimento urinário 'pobre'. Sua presença sugere uma glomerulonefrite sobreposta ou primária, como a nefropatia por IgA ou glomerulonefrite membranoproliferativa, justificando o estudo histopatológico para guiar o tratamento.
As principais contraindicações incluem distúrbios de coagulação não corrigidos (risco de sangramento grave), hipertensão arterial grave não controlada, rins únicos (contraindicação relativa dependendo da experiência do centro) ou rins policísticos. A segurança do procedimento depende da estabilização hemodinâmica e laboratorial prévia.
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