IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico apresenta febre, anemia e lesões renais. Qual exame é fundamental para avaliar o comprometimento renal?
Nefrite lúpica → Biópsia renal fundamental para classificar e guiar tratamento.
A biópsia renal é crucial na nefrite lúpica para determinar a classe histológica da doença, o que impacta diretamente a escolha do regime terapêutico e o prognóstico do paciente. Não é apenas diagnóstica, mas prognóstica e terapêutica.
A nefrite lúpica é uma das manifestações mais graves do lúpus eritematoso sistêmico (LES), afetando até 60% dos pacientes e sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Sua detecção precoce e manejo adequado são cruciais para preservar a função renal e melhorar o prognóstico a longo prazo. O diagnóstico é suspeitado por alterações urinárias e da função renal, mas a confirmação e classificação exigem investigação mais aprofundada. A biópsia renal é o padrão-ouro para a avaliação do comprometimento renal no LES. Ela fornece informações detalhadas sobre o tipo e a extensão das lesões glomerulares e tubulointersticiais, permitindo a classificação histológica da nefrite lúpica de acordo com a Sociedade Internacional de Nefrologia/Sociedade de Patologia Renal (ISN/RPS). Essa classificação é indispensável para guiar a escolha da terapia imunossupressora e monitorar a resposta ao tratamento. O tratamento da nefrite lúpica varia conforme a classe histológica, gravidade e atividade da doença, geralmente envolvendo corticosteroides e imunossupressores como ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila. O acompanhamento rigoroso da função renal, proteinúria e atividade da doença é fundamental. A biópsia renal, portanto, não é apenas um exame diagnóstico, mas uma ferramenta essencial para a estratificação de risco e a tomada de decisões terapêuticas que impactam diretamente a evolução do paciente com LES.
Sinais incluem proteinúria, hematúria, elevação da creatinina sérica, hipertensão arterial e edema, podendo evoluir para insuficiência renal.
A biópsia permite a classificação histológica da nefrite lúpica (classes I a VI), que é fundamental para definir o prognóstico e o esquema terapêutico mais adequado.
As principais classes são a mesangial (I e II), proliferativa focal (III), proliferativa difusa (IV), membranosa (V) e esclerosante (VI), cada uma com implicações terapêuticas distintas.
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