Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
Homem, 68 anos de idade, em consulta urológica de rotina, apresenta nódulo de aproximadamente 1 cm ao toque retal. O restante do exame físico revela-se sem alterações. Qual é a melhor conduta para este paciente?
Nódulo prostático ao toque retal → biópsia transretal de próstata para investigação de malignidade.
A presença de um nódulo ou endurecimento na próstata detectado ao toque retal é um achado altamente suspeito para câncer de próstata e, por si só, indica a necessidade de biópsia prostática transretal para confirmação histopatológica. Este achado tem prioridade sobre a dosagem isolada de PSA.
O câncer de próstata é uma das neoplasias mais prevalentes em homens, e o rastreamento precoce é fundamental para o sucesso terapêutico. O toque retal, juntamente com a dosagem do PSA, constitui a base do rastreamento. A detecção de um nódulo ou endurecimento na próstata durante o toque retal é um achado clínico de alta relevância. A fisiopatologia do câncer de próstata envolve a proliferação anormal de células epiteliais da glândula. O toque retal permite ao médico avaliar a consistência, tamanho e presença de nódulos na próstata. Um nódulo palpável, mesmo que pequeno, é um sinal de alerta que exige investigação aprofundada, pois pode representar um foco de adenocarcinoma. A conduta diante de um toque retal suspeito é a biópsia transretal da próstata guiada por ultrassonografia. Este procedimento é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo, permitindo a análise histopatológica do tecido. A biópsia não deve ser adiada por outros exames, pois o achado do toque retal já é uma indicação direta. O estadiamento da doença só ocorre após a confirmação histopatológica.
O toque retal é crucial para identificar alterações na próstata, como nódulos, assimetrias ou endurecimentos, que podem indicar a presença de câncer, mesmo com níveis normais de PSA.
Não. Um PSA normal não exclui câncer de próstata. A presença de um nódulo suspeito ao toque retal é uma indicação independente e forte para a realização da biópsia.
Exames como cintilografia óssea, tomografia computadorizada de abdômen e pelve, e ressonância magnética multiparamétrica da próstata são utilizados para estadiar a doença após a confirmação histopatológica.
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