HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A biópsia por agulha grossa (core biopsy) é o método de escolha para confirmar o diagnóstico de câncer de mama neste caso.
Lesão mamária suspeita → Biópsia por agulha grossa (core biopsy) é método diagnóstico de escolha.
A biópsia por agulha grossa (core biopsy) é o método de escolha para o diagnóstico histopatológico do câncer de mama, pois permite a obtenção de fragmentos de tecido que possibilitam não apenas a confirmação da malignidade, mas também a análise de marcadores imuno-histoquímicos essenciais para o planejamento terapêutico.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, e uma das principais causas de mortalidade por câncer. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o sucesso do tratamento e a melhora do prognóstico. A investigação de uma lesão mamária suspeita, seja por exame físico ou por métodos de imagem (mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética), culmina na necessidade de confirmação histopatológica. A biópsia por agulha grossa (core biopsy) é atualmente o método de escolha para obter tecido para o diagnóstico de câncer de mama. Este procedimento minimamente invasivo, geralmente guiado por imagem (ultrassom ou mamografia), permite a retirada de múltiplos fragmentos de tecido mamário. A principal vantagem da core biopsy sobre a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é a obtenção de amostras teciduais que preservam a arquitetura celular, possibilitando não apenas a confirmação da malignidade, mas também a caracterização histológica do tumor. A análise histopatológica dos fragmentos da core biopsy é essencial para determinar o tipo de câncer, o grau de diferenciação e, crucialmente, a expressão de marcadores imuno-histoquímicos como os receptores de estrogênio (RE), progesterona (RP) e o fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2). Essas informações são vitais para o planejamento terapêutico, permitindo a escolha de terapias hormonais, terapias-alvo e quimioterapia, otimizando o tratamento e personalizando a abordagem para cada paciente.
A biópsia por agulha grossa (core biopsy) obtém fragmentos de tecido que permitem a análise da arquitetura histológica e a realização de testes imuno-histoquímicos (receptores hormonais, HER2), informações cruciais para o estadiamento e planejamento terapêutico, o que a PAAF não oferece adequadamente.
Além de confirmar a malignidade, a core biopsy permite avaliar o tipo histológico do tumor, o grau nuclear, a presença de invasão vascular/linfática e, fundamentalmente, a expressão de receptores de estrogênio, progesterona e HER2, que direcionam a terapia-alvo.
A biópsia cirúrgica (excisional ou incisional) é geralmente reservada para casos em que a core biopsy não foi conclusiva, ou quando a lesão é muito pequena ou de difícil acesso para biópsia percutânea, ou em situações específicas de discordância radiológica-patológica.
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