HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Um paciente apresenta uma massa sólida suspeita em um membro inferior. Para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento adequado, é solicitada uma biópsia. Sobre os princípios da cirurgia oncológica e os tipos de biópsia, é CORRETO afirmar:
Biópsia incisional em membros deve ser longitudinal para não comprometer o tratamento definitivo e a ressecção oncológica.
A biópsia é um passo crucial no diagnóstico de tumores sólidos, e sua técnica deve ser cuidadosamente planejada para não comprometer o tratamento definitivo. Em membros, a incisão longitudinal é preferencial para permitir uma ressecção oncológica adequada com margens livres, minimizando a contaminação de tecidos adjacentes.
A biópsia é um pilar fundamental no diagnóstico e planejamento terapêutico de tumores sólidos, e sua execução correta é crucial para o sucesso do tratamento oncológico. Erros na técnica de biópsia podem comprometer a ressecção definitiva, aumentar a morbidade e até mesmo influenciar o prognóstico do paciente. Os princípios da cirurgia oncológica enfatizam a importância de obter um diagnóstico preciso com o mínimo de contaminação tecidual e de planejar a biópsia de forma a não interferir na cirurgia de ressecção subsequente. Existem diferentes tipos de biópsia, cada um com suas indicações. A biópsia excisional, que remove toda a lesão, é ideal para tumores pequenos e superficiais. A biópsia incisional, que remove apenas um fragmento, é preferível para lesões maiores ou em locais delicados, e deve ser realizada com incisão longitudinal em membros para permitir uma ressecção oncológica adequada, englobando o trajeto da biópsia. A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) fornece material citológico, sendo útil para triagem, mas muitas vezes insuficiente para o diagnóstico histopatológico completo necessário para o estadiamento e planejamento terapêutico. Para residentes, é vital compreender que a biópsia não é um procedimento isolado, mas parte integrante de um plano de tratamento oncológico abrangente. A escolha da técnica de biópsia, a localização da incisão e a manipulação do tecido devem ser guiadas pela necessidade de preservar a função do membro, minimizar a disseminação de células tumorais e garantir a possibilidade de uma ressecção R0 (margens livres) no futuro. A comunicação entre o cirurgião que realiza a biópsia e a equipe oncológica é essencial para otimizar os resultados.
A biópsia incisional remove apenas um fragmento da lesão para diagnóstico, sendo indicada para lesões grandes ou em locais de difícil acesso. A biópsia excisional remove a lesão inteira com uma margem de segurança, sendo terapêutica e diagnóstica, ideal para lesões pequenas e superficiais.
A incisão longitudinal em membros é crucial para não comprometer o tratamento definitivo. Ela permite que a ressecção oncológica posterior inclua a cicatriz da biópsia e o trajeto da agulha dentro de um plano de ressecção mais amplo, facilitando a obtenção de margens livres e minimizando a morbidade funcional.
A PAAF é útil para obter amostras citológicas de tumores sólidos, especialmente em linfonodos ou massas superficiais, para triagem ou confirmação de malignidade. No entanto, sua limitação é não fornecer arquitetura tecidual, sendo muitas vezes insuficiente para um diagnóstico definitivo ou para guiar o tratamento oncológico, que frequentemente exige biópsia de fragmento.
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