São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Em um paciente com melanoma de espessura intermediária sem evidência clínica de metástase nodal, qual é a importância da biópsia de linfonodo sentinela?
Melanoma espessura intermediária → Biópsia de Linfonodo Sentinela = Estadiamento e guia terapêutico.
A biópsia de linfonodo sentinela é crucial para o estadiamento preciso do melanoma de espessura intermediária, pois determina a presença de metástases ocultas e orienta decisões sobre linfadenectomia completa e terapias adjuvantes, impactando diretamente o prognóstico do paciente.
O melanoma é um câncer de pele agressivo, e seu estadiamento preciso é fundamental para o prognóstico e a escolha do tratamento. A biópsia de linfonodo sentinela (BLS) é um procedimento padrão para pacientes com melanoma de espessura intermediária (geralmente > 0,8 mm ou > 0,7 mm com ulceração) sem evidência clínica de metástase nodal. A BLS permite identificar metástases subclínicas nos linfonodos regionais, que não seriam detectadas por exames de imagem. A presença de células tumorais no linfonodo sentinela é o fator prognóstico mais importante para o melanoma primário e define o estadiamento do paciente para estágio III. Um resultado positivo da BLS indica a necessidade de considerar uma linfadenectomia completa (dissecção de linfonodos) e a introdução de terapias adjuvantes sistêmicas, como imunoterapia ou terapia-alvo, que podem reduzir o risco de recorrência e melhorar a sobrevida. A decisão de realizar a BLS e o manejo subsequente são cruciais para otimizar o tratamento e o acompanhamento desses pacientes. A correta interpretação do resultado da BLS e a aplicação das diretrizes de estadiamento são conhecimentos essenciais para residentes e profissionais que lidam com oncologia cutânea.
É indicada para melanomas com espessura de Breslow > 0,8 mm ou > 0,7 mm com ulceração, ou outros fatores de alto risco, mesmo sem evidência clínica de metástase nodal.
Um resultado positivo indica metástase regional, alterando o estadiamento para estágio III e frequentemente indicando linfadenectomia completa e/ou terapia adjuvante sistêmica.
Os principais fatores prognósticos incluem a espessura de Breslow, presença de ulceração, índice mitótico, invasão linfovascular e status do linfonodo sentinela.
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