HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 45 anos, previamente saudável, percebeu um nódulo indolor na mama direita durante o autoexame. Na consulta, a paciente refere que o nódulo tem crescido progressivamente nos últimos dois meses. O exame fisico revela um nódulo de aproximadamente 3 cm, fixo e irregular no quadrante superior externo da mama direita. Não há adenomegalias axilares palpáveis. A mamografia revela uma lesão espiculada com microcalcificações associadas. A biópsia do nódulo confirma carcinoma ductal invasivo. A próxima etapa mais indicada no manejo dessa paciente deve ser
Câncer de mama invasivo sem adenopatia palpável → biópsia de linfonodo sentinela para estadiamento axilar.
Após a confirmação histopatológica de carcinoma ductal invasivo e na ausência de linfonodos axilares clinicamente palpáveis, a biópsia do linfonodo sentinela é crucial para o estadiamento axilar. Este procedimento orienta a necessidade de esvaziamento axilar e o planejamento terapêutico adjuvante.
O carcinoma ductal invasivo é o tipo mais comum de câncer de mama, representando cerca de 70-80% de todos os casos. A detecção precoce e o estadiamento preciso são cruciais para o sucesso do tratamento. A apresentação clínica pode variar, mas nódulos palpáveis, fixos e irregulares são achados comuns, frequentemente acompanhados de alterações mamográficas como lesões espiculadas e microcalcificações. Após a confirmação histopatológica por biópsia, o estadiamento da doença é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica. A avaliação da axila é um componente chave do estadiamento, pois o envolvimento linfonodal é o fator prognóstico mais importante para a sobrevida. Na ausência de linfonodos axilares palpáveis, a biópsia do linfonodo sentinela é o procedimento padrão para identificar metástases ocultas. A biópsia do linfonodo sentinela permite identificar o primeiro linfonodo para onde o câncer drena, minimizando a morbidade associada ao esvaziamento axilar completo. Se o linfonodo sentinela for negativo, o esvaziamento axilar é evitado. Se positivo, a conduta subsequente (esvaziamento axilar ou radioterapia axilar) dependerá do número de linfonodos envolvidos e de outros fatores prognósticos, guiando a terapia adjuvante sistêmica e local.
É indicada para pacientes com câncer de mama invasivo e axila clinicamente negativa (sem linfonodos palpáveis) para determinar o envolvimento axilar e guiar o tratamento.
É considerada para tumores maiores, com envolvimento axilar clinicamente detectável, ou em subtipos agressivos, visando reduzir o tumor antes da cirurgia e avaliar a resposta.
Lesões espiculadas, microcalcificações pleomórficas ou agrupadas, distorções arquiteturais e assimetrias focais são achados suspeitos que requerem investigação.
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