HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Em relação ao câncer de mama, qual das alternativas a seguir é verdadeira?
Biópsia do linfonodo sentinela (BLS) → padrão-ouro para estadiamento axilar em câncer de mama inicial clinicamente N0.
A biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é um procedimento minimamente invasivo que revolucionou o estadiamento axilar no câncer de mama. Ao identificar o primeiro linfonodo de drenagem, permite avaliar a disseminação da doença com menor morbidade (ex: linfedema).
O manejo do câncer de mama evoluiu significativamente, passando de abordagens radicais para tratamentos personalizados e menos invasivos. Um dos avanços mais importantes foi no manejo da axila. A avaliação do status dos linfonodos axilares é um dos fatores prognósticos mais importantes, determinando a necessidade de terapias adjuvantes. A biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é o procedimento padrão para o estadiamento axilar em pacientes com câncer de mama em estágio inicial e axila clinicamente negativa. O conceito baseia-se na premissa de que a drenagem linfática do tumor ocorre de forma ordenada, passando primeiro por um ou mais linfonodos 'sentinela'. Se estes estiverem livres de doença, a probabilidade de outros linfonodos estarem acometidos é muito baixa. A técnica consiste na injeção de um corante e/ou um radiofármaco na mama, permitindo a identificação e remoção cirúrgica seletiva do(s) linfonodo(s) sentinela para análise. Este procedimento substituiu o esvaziamento axilar completo como método de estadiamento inicial, reduzindo drasticamente a morbidade, como o linfedema, sem comprometer a segurança oncológica.
A BLS é indicada em pacientes com câncer de mama invasivo e axila clinicamente negativa (sem linfonodos palpáveis ou suspeitos em exames de imagem). O objetivo é identificar metástases ocultas e estadiar a doença com mínima morbidade.
A conduta depende da extensão do acometimento. Em alguns casos, pode ser indicado o esvaziamento axilar completo. Em outros (ex: 1-2 linfonodos positivos em pacientes submetidas a cirurgia conservadora e radioterapia), o esvaziamento pode ser omitido.
A principal complicação evitada é o linfedema crônico do membro superior, que causa inchaço, dor e risco de infecções. Outras complicações incluem dor crônica, diminuição da sensibilidade e limitação do movimento do ombro.
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