USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Mulher de 68 anos, queixa-se de prurido vulvar há cerca de 8 meses. A inspeção genital está representada na imagem. Diante do quadro clínico e do exame físico, qual a melhor conduta?
Prurido vulvar crônico + lesão suspeita = Biópsia incisional para diagnóstico definitivo.
Prurido vulvar persistente, especialmente em mulheres idosas, exige investigação aprofundada para excluir condições pré-malignas ou malignas. A biópsia é crucial para o diagnóstico histopatológico e para guiar a conduta terapêutica adequada.
Prurido vulvar crônico é uma queixa comum, especialmente em mulheres na pós-menopausa, e pode ser um sintoma de diversas condições, desde benignas até pré-malignas e malignas. A avaliação cuidadosa é crucial para um diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico diferencial é amplo, incluindo infecções fúngicas, dermatites, líquen escleroso e neoplasias. A inspeção visual detalhada (vulvoscopia) e a biópsia de lesões suspeitas são etapas essenciais. A biópsia incisional, preferencialmente na borda da lesão, permite a análise histopatológica para determinar a natureza da alteração. O tratamento dependerá do diagnóstico. Enquanto condições benignas podem ser manejadas com corticosteroides tópicos de alta potência, lesões pré-malignas ou malignas exigem excisão cirúrgica ou outras terapias oncológicas. A falha em biopsiar lesões suspeitas pode atrasar o diagnóstico de câncer, impactando o prognóstico.
Sinais de alerta incluem prurido crônico, lesões que não cicatrizam, alterações de cor (brancas, vermelhas, pigmentadas), ulcerações, massas ou espessamento da pele vulvar.
A biópsia incisional é fundamental para obter um diagnóstico histopatológico preciso, diferenciando condições benignas (como líquen escleroso) de lesões pré-malignas (VIN) ou malignas (carcinoma).
Os diferenciais incluem líquen escleroso, líquen plano, candidíase crônica, dermatite de contato, psoríase, neoplasia intraepitelial vulvar (VIN) e carcinoma de vulva.
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