Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
A biópsia hepática é útil no diagnóstico de outras doenças hepáticas concomitantes com hepatite viral crônica – como a doença gordurosa, que impacta de maneira significativa a evolução dos casos e o manejo dos pacientes. Podemos assim, indicar como errado o item:
Biópsia hepática é padrão-ouro para fibrose, mas não é excepcional em hepatite B crônica, sendo útil para avaliar atividade/fibrose.
A biópsia hepática é o padrão-ouro para avaliar fibrose e atividade inflamatória, sendo útil em hepatite B crônica para guiar o tratamento, especialmente em casos limítrofes ou com comorbidades como doença gordurosa, contrariando a ideia de ser 'excepcional' ou reservada apenas a casos sem dúvidas.
A biópsia hepática, apesar de ser um procedimento invasivo, mantém sua relevância como padrão-ouro para a avaliação histológica de diversas hepatopatias. Ela permite não apenas o diagnóstico definitivo de muitas condições, mas também a graduação da atividade inflamatória e o estadiamento da fibrose, informações cruciais para o prognóstico e a decisão terapêutica. Sua utilidade se estende à identificação de doenças hepáticas concomitantes, como a doença hepática gordurosa, que podem impactar significativamente a evolução de quadros como a hepatite viral crônica. Na hepatite B crônica, a biópsia hepática não é 'excepcional', mas sim uma ferramenta valiosa, especialmente em cenários onde a decisão de tratamento não é clara apenas com marcadores sorológicos e virais. Ela é indicada para avaliar o grau de fibrose e atividade inflamatória em pacientes com níveis intermediários de DNA do HBV e ALT, ou em casos de dúvida diagnóstica, como na diferenciação entre portadores inativos e pacientes com hepatite crônica ativa. A biópsia ajuda a identificar pacientes que se beneficiarão da terapia antiviral, mesmo na ausência de critérios laboratoriais clássicos. Embora métodos não invasivos para avaliação da fibrose (como elastografia) tenham ganhado destaque, a biópsia hepática ainda oferece uma visão mais completa da arquitetura hepática e da presença de outras patologias. É um procedimento que requer estrutura adequada e deve ser realizado por profissionais experientes, considerando os riscos potenciais, como dor, sangramento e, raramente, lesão de órgãos adjacentes.
As indicações incluem o diagnóstico de doenças hepáticas difusas ou focais, avaliação do grau de fibrose e atividade inflamatória, monitoramento da resposta ao tratamento e diagnóstico de doenças concomitantes como a doença hepática gordurosa.
Sim, a biópsia hepática continua sendo o padrão-ouro para a avaliação histológica da fibrose e da atividade inflamatória, apesar do avanço de métodos não invasivos como a elastografia, que são complementares.
É útil para avaliar o grau de fibrose e atividade inflamatória em pacientes com carga viral intermediária ou ALT normal/levemente elevada, para diferenciar portadores inativos de pacientes com hepatite crônica e para guiar a decisão de tratamento em casos complexos ou com comorbidades.
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