FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Paciente, 60 anos, com mamas indolores e sem massas, No exame de rotina, a mamografia demonstra um pequeno grupo de calcificações em torno de uma pequena massa. Neste caso:
Mamografia com calcificações agrupadas + massa → alto risco de malignidade = biópsia estereotáxica.
A presença de calcificações agrupadas, especialmente associadas a uma massa, na mamografia é um achado altamente suspeito para malignidade (BIRADS 4 ou 5), mesmo em mamas indolores. Nesses casos, a biópsia é essencial para o diagnóstico histopatológico.
A mamografia é o principal método de rastreamento para o câncer de mama, capaz de detectar alterações antes que se tornem clinicamente evidentes. Achados como calcificações e massas são comuns, mas a caracterização de sua morfologia e distribuição é crucial para determinar o risco de malignidade. A classificação BIRADS padroniza a interpretação dos achados, orientando a conduta. Calcificações mamárias são depósitos de cálcio que podem ser benignos ou malignos. Microcalcificações agrupadas, pleomórficas ou lineares/ramificadas são consideradas suspeitas e frequentemente associadas a carcinoma ductal in situ (CDIS) ou carcinoma invasivo. Quando essas calcificações estão associadas a uma massa, o risco de malignidade é ainda maior, justificando uma investigação mais aprofundada. Nesses casos de alta suspeita (BIRADS 4 ou 5), a biópsia por agulha grossa, guiada por estereotaxia (para lesões visíveis apenas na mamografia) ou ultrassom/ressonância (para lesões visíveis por esses métodos), é o padrão-ouro para obter tecido para diagnóstico histopatológico. A confirmação histológica é indispensável para definir o tratamento adequado e o prognóstico da paciente.
Achados como microcalcificações pleomórficas ou agrupadas, massas com contornos espiculados ou irregulares, e distorções arquiteturais são altamente suspeitos e requerem investigação.
A biópsia estereotáxica é indicada para lesões não palpáveis, como microcalcificações agrupadas ou massas pequenas, que são visíveis apenas na mamografia e classificadas como BIRADS 4 ou 5.
O rastreamento mamográfico permite a detecção precoce de lesões mamárias, muitas vezes antes de se tornarem palpáveis ou sintomáticas, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e cura.
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