Esofagite Pediátrica: Indicação de Biópsia Esofágica

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

A esofagite ocorre quando há um desequilíbrio entre os mecanismos de agressão e de defesa da mucosa esofágica. Em relação a esta patologia na criança, é CORRETO dizer que:

Alternativas

  1. A) A biópsia esofágica está indicada em todos os pacientes pediátricos, encaminhados para a avaliação endoscópica com suspeita de esofagite, pois ela pode ocorrer mesmo na ausência de alterações macroscópicas.
  2. B) Os achados histológicos de hiperplasia da zona basal e dilatação dos espaços intercelulares são suficientemente sensíveis e específicos para diagnosticar esofagite de refluxo.
  3. C) Uma das grandes preocupações da criança, menor de 2 anos com doença do refluxo gastroesofágico, é o “esôfago de Barrett”, caracterizada por metaplasia gástrica, com epitélio colunar e com prevalência mais alta nesta faixa etária.
  4. D) A esofagite eosinofílica é uma consequência da doença do refluxo gastroesofágico e, diferentemente da esofagite ácida, a ação de antígenos alimentares não participa de sua etiopatogênese.
  5. E) A esofagite eosinofílica apresenta melhor resposta terapêutica aos inibidores de bomba de prótons do que aos inibidores de receptores histamínicos H2.

Pérola Clínica

Esofagite pediátrica → biópsia esofágica indicada mesmo sem alterações macroscópicas na EDA.

Resumo-Chave

A biópsia esofágica é crucial no diagnóstico de esofagite em crianças, pois a inflamação microscópica pode estar presente mesmo quando a endoscopia macroscópica é normal. Isso é especialmente relevante para diferenciar tipos de esofagite e guiar o tratamento.

Contexto Educacional

A esofagite em crianças é uma condição inflamatória do esôfago que pode ter diversas etiologias, sendo as mais comuns a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e a esofagite eosinofílica (EEo). Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes pediátricos. A apresentação clínica pode ser inespecífica, variando com a idade. O diagnóstico da esofagite pediátrica frequentemente envolve a endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsias. É fundamental compreender que a biópsia esofágica é indicada mesmo na ausência de alterações macroscópicas visíveis durante a EDA, pois a inflamação pode ser exclusivamente microscópica. Achados histológicos como hiperplasia da zona basal e dilatação dos espaços intercelulares, embora sugestivos, não são patognomônicos e devem ser interpretados no contexto clínico. O manejo depende da etiologia. Para esofagite de refluxo, inibidores de bomba de prótons (IBP) são a primeira linha. Na esofagite eosinofílica, o tratamento envolve dietas de eliminação e corticosteroides tópicos, com IBP sendo uma opção em alguns casos. O esôfago de Barrett é raro em crianças, mas uma complicação grave da DRGE crônica, caracterizada por metaplasia intestinal, não gástrica.

Perguntas Frequentes

Quando a biópsia esofágica é indicada em crianças com suspeita de esofagite?

A biópsia esofágica é indicada em todos os pacientes pediátricos com suspeita de esofagite, mesmo na ausência de alterações macroscópicas à endoscopia, para um diagnóstico preciso.

Quais são os principais tipos de esofagite em crianças?

Os principais tipos incluem esofagite de refluxo gastroesofágico e esofagite eosinofílica, que requerem abordagens diagnósticas e terapêuticas distintas.

Por que a endoscopia pode ser normal e ainda haver esofagite?

A esofagite pode ser microscópica, com alterações inflamatórias celulares que não são visíveis a olho nu durante a endoscopia, necessitando de análise histopatológica.

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