CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Qual das alternativas apresenta a melhor correspondência com o exame sob midríase do paciente cuja biomicroscopia anterior em miose é representada na foto abaixo?
A midríase revela patologias do cristalino e periferia da íris ocultas pela pupila em miose.
A correlação entre a biomicroscopia em miose e midríase é fundamental para identificar instabilidades zonulares, luxações de cristalino ou lesões retro-iridianas.
A biomicroscopia é o exame fundamental da propedêutica oftalmológica, utilizando a lâmpada de fenda para avaliar as estruturas oculares em cortes ópticos. A avaliação do segmento anterior compreende o estudo da córnea, câmara anterior, íris e cristalino. Muitas vezes, alterações sutis na posição do cristalino ou lesões na face posterior da íris não são detectáveis com a pupila em diâmetro fisiológico. Ao realizar a midríase farmacológica (geralmente com tropicamida e fenilefrina), o examinador expande o campo de visão para áreas periféricas. Isso é particularmente relevante em casos de ectopia lentis, onde o deslocamento do cristalino pode ser visualizado diretamente. A correlação entre as imagens em miose e midríase permite ao médico compreender a extensão de danos estruturais e planejar intervenções, como a facoemulsificação com implante de anel de tensão endocapsular em casos de fragilidade zonular.
A midríase permite a visualização da periferia do cristalino, do equador e das fibras zonulares. Em miose, apenas a porção central (núcleo e parte do córtex) é visível. A dilatação é essencial para diagnosticar cataratas periféricas, subluxações (onde se observa a borda do cristalino ou ausência de zônula) e pseudoesfoliação capsular.
No trauma, a biomicroscopia sob midríase pode revelar iridodiálise (desinserção da raiz da íris), facodonese (tremor do cristalino por fraqueza zonular) ou pequenas rupturas de cápsula posterior. Esses achados são cruciais para o planejamento cirúrgico e para definir o prognóstico visual do paciente.
Deve-se avaliar a regularidade do bordo pupilar, presença de nódulos (como os de Koeppe e Busacca na uveíte), neovasos (rubeosis iridis) e a presença de sinéquias posteriores. A midríase ajuda a testar a reatividade e a elasticidade do tecido iridiano, além de expor processos inflamatórios crônicos.
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