CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Entre os tipos de iluminação biomicroscópica do segmento anterior apresentados abaixo, qual é o mais adequado para avaliar a presença de reação de câmara anterior?
Tyndall (células/flare) → Iluminação focal cônica (feixe pequeno e intenso) em ângulo de 45-60°.
A avaliação da reação de câmara anterior exige a técnica de iluminação focal cônica para observar o efeito Tyndall, onde partículas em suspensão dispersam a luz contra o fundo escuro da pupila.
A biomicroscopia é a ferramenta fundamental do oftalmologista. O domínio das diferentes técnicas de iluminação (difusa, focal direta, retroiluminação, dispersão escleral) permite o diagnóstico preciso de patologias do segmento anterior. Nesta questão, o foco é a iluminação focal direta em sua variante cônica. Ao reduzir o feixe de luz a um pequeno ponto, minimiza-se a dispersão luminosa lateral, permitindo que o observador detecte o movimento browniano das células inflamatórias. Este conceito é frequentemente cobrado em provas de título e residência para diferenciar o conhecimento técnico do exame físico oftalmológico básico.
O efeito Tyndall é um fenômeno físico de dispersão da luz por partículas coloidais em um meio transparente. Na oftalmologia, refere-se à visualização de proteínas (flare) e células inflamatórias (leucócitos) flutuando no humor aquoso, que normalmente é opticamente vazio. Para observá-lo, é necessário um feixe de luz estreito e intenso atravessando a câmara anterior, contrastando com a escuridão da pupila ao fundo.
A técnica consiste em ajustar a lâmpada de fenda para o menor tamanho de abertura circular (ponto de luz) com intensidade máxima de brilho. O feixe deve ser direcionado obliquamente (cerca de 45 a 60 graus) através da câmara anterior, focando no espaço entre a córnea e o cristalino. O examinador observa a 'coluna' de luz no humor aquoso para contar células e graduar a turbidez (flare).
A graduação (geralmente de 0 a 4+ seguindo os critérios do SUN - Standardization of Uveitis Nomenclature) é fundamental para o diagnóstico, monitoramento da atividade inflamatória e ajuste da terapia corticoide em uveítes. A presença de células indica inflamação ativa, enquanto o flare isolado pode indicar apenas quebra da barreira hemato-aquosa crônica.
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